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Falso alerta da Defesa Civil alcançou cerca de 30 milhões de pessoas em oito unidades da federação

Invasão ao sistema nacional de notificações de desastres provocou envio de mensagens falsas para capitais e outros municípios; PF e Anatel investigam caso

Falso alerta da Defesa Civil alcançou cerca de 30 milhões de pessoas em oito unidades da federação (Foto: Print Marcelo Brandão/ABr)
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247 - Um ataque ao sistema nacional de alertas da Defesa Civil resultou no envio de mensagens falsas para celulares de moradores de ao menos sete estados e do Distrito Federal entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20). As informações foram divulgadas pela Agência Brasil e confirmadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Segundo o ministério, os disparos ocorreram entre 23h41 e 1h23. Uma análise preliminar indica que as notificações fraudulentas chegaram a usuários de telefonia móvel em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Juntas, essas capitais concentram uma população estimada em cerca de 30 milhões de habitantes.

Além das capitais, o falso alerta também atingiu moradores de municípios do interior dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Em entrevista coletiva realizada na manhã deste sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, explicou que a invasão ao sistema gerou dez notificações diferentes. “Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast [sistema implantado em 2025] e uma pelo sistema SMS [sistema utilizado desde 2014 e substituído no ano passado]”, afirmou.

O Cell Broadcast é a tecnologia utilizada pelo programa Defesa Civil Alerta para transmitir avisos emergenciais sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos diretamente aos celulares localizados em áreas de risco. O sistema dispensa cadastro prévio ou instalação de aplicativos, permitindo a entrega imediata das mensagens.

De acordo com Wolff, o primeiro alerta fraudulento foi enviado para Curitiba. Na sequência, usuários de outras localidades também passaram a receber as notificações indevidas. As mensagens continham sons de alerta e textos com referências a temas como “misantropia” e “invasão alienígena”, entre outros conteúdos sem relação com situações reais de emergência.

As autoridades agora trabalham para identificar os responsáveis pela invasão. Segundo o secretário, as investigações conduzidas pela Polícia Federal em conjunto com a equipe técnica da Defesa Civil deverão apontar se a ação foi praticada por uma única pessoa ou por um grupo organizado.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também participa da apuração. A principal suspeita é de que a invasão tenha ocorrido na plataforma da própria Defesa Civil Nacional, responsável pela emissão dos alertas oficiais.

Em nota, a Anatel informou que, até o momento, as evidências indicam que “os alertas em questão não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações)”.

O caso levanta preocupações sobre a segurança dos sistemas de comunicação utilizados em situações de emergência, já que o Defesa Civil Alerta tem papel fundamental na disseminação rápida de informações para a população em momentos de risco, como enchentes, deslizamentos e eventos climáticos severos.

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