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Flávio Bolsonaro age como “marionete de Trump” contra o Brasil, afirma Lindbergh

Deputado do PT critica discurso de Flávio Bolsonaro em evento nos EUA, onde ele defendeu pressão internacional sobre eleições e cooperação em terras raras

Flávio Bolsonaro age como “marionete de Trump” contra o Brasil, afirma Lindbergh (Foto: Agência Brasil | Reprodução )

247 - Uma declaração do deputado Lindbergh Farias, classificando o senador Flávio Bolsonaro como “traidor da pátria”, acirrou o debate político neste fim de semana após a participação do parlamentar em um evento conservador nos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Lindbergh afirmou: “Flávio Bolsonaro foi aos Estados Unidos para cumprir o papel que escolheu: o de marionete de Trump contra o próprio Brasil.” O parlamentar também acusou o senador de agir contra os interesses nacionais ao dialogar com lideranças estrangeiras sobre temas estratégicos do país.

Segundo Lindbergh, a postura de Flávio representa “o retrato do bolsonarismo: servil, vira-lata, entreguista e sem qualquer compromisso com a soberania brasileira”. Ele acrescentou que atitudes como essa “trabalham para rebaixar o país, enfraquecer nossa capacidade de decisão e abrir espaço para que interesses dos Estados Unidos ditem os rumos do nosso território, da nossa economia e do nosso futuro”.

As críticas ocorrem após a participação de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas, nos Estados Unidos. O senador fez um apelo para que a comunidade internacional acompanhe e pressione o processo eleitoral brasileiro, além de defender maior cooperação com os norte-americanos na exploração de terras raras.

Durante seu discurso, Flávio destacou a dependência dos Estados Unidos em relação à China no fornecimento desses minerais estratégicos. “Por que isso importa? Essas terras raras são essenciais para processadores de computador e a revolução da IA [inteligência Artificial] que está transformando nosso mundo e o equipamento de defesa americano. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível. E a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos de adversários. Sem eles, a revolução tecnológica da América fica estagnada e a segurança nacional se torna vulnerável”, declarou.

Flávio participou do evento ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos há mais de um ano. Ele também acusou o ex-presidente Joe Biden de interferência nas eleições brasileiras de 2022 e afirmou que houve atuação para eleger o que chamou de “socialista que odeia a América”, em referência a Lula.

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