Flávio Dino confirma encontro com Huck: é claro que não discutimos chapa

“Qual é o fato? Houve o encontro [com Huck]. E a especulação? De que nós discutimos chapa. É claro que não discutimos. Em nenhum momento este assunto foi tratado”, afirmou o governador maranhense Flávio Dino (PCdoB)

Dino: “O Maranhão não tem dono, o Maranhão é de todos nós”
Dino: “O Maranhão não tem dono, o Maranhão é de todos nós” (Foto: Annaclarice Almeida)

247 - Em entrevista ao Jornal Pequeno, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), confirmou o encontro com o apresentador Luciano Huck, mas disse que foi uma conversa que não tratou da agenda eleitoral.

“Qual é o fato? Houve o encontro [com Huck]. E a especulação? De que nós discutimos chapa. É claro que não discutimos. Em nenhum momento este assunto foi tratado. Portanto, é preciso sempre ter serenidade para distinguir uma coisa da outra: o que é fato e o que é especulação”, afirmou o governador maranhense em entrevista ao repórter Manoel Santos Neto.

Na semana passada, a suposta chapa Luciano Huck-Flavio Dino pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo jornalista Ricardo Noblat. Segundo Flávio Dino, o encontro com o Luciano Huck aconteceu em dezembro último, na Casa das Garças, na Gávea, no Rio de Janeiro. "Eu fui convidado para dar uma palestra nesta instituição. Quem fez o convite foi o ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, com quem eu tenho uma ótima relação desde o tempo em que eu exerci o primeiro mandato de governador do Maranhão e ele era o governador do Espírito Santo", contou.

Dino disse ainda que a conversa com Huck foi "sobre o Brasil, impressões sobre a situação política do País, sobre a necessidade de nós termos alianças políticas amplas, sobre situações partidárias, uma vez que ele tem uma simpatia pelo Cidadania, que é o antigo PPS, que é o partido da senadora Eliziane, e ele conhece a Eliziane".

Flávio Dino enfatizou ainda que seu foco principal para 2020 "não tem nada a ver com eleição presidencial". "A minha agenda, neste ano, é a gestão do Maranhão e, no plano da política, as eleições municipais”, declarou.

O governador maranhense, no entanto, reforçou a necessidade de um amplo diálogo nacional e disse que tem conversado com diversas lideranças do Congresso Nacional e possíveis pré-candidatos a presidente da República, "para encontrar caminhos para o Brasil, dialogar sobre os problemas do País, sobre propostas, sobre idéias, sobre ações que nós estamos desenvolvendo no Maranhão, ou nas nossas regiões, no Nordeste, na Amazônia".

"Neste caso concreto da futura eleição presidencial, o que tenho procurado sublinhar é que, assim como fizemos no Maranhão uma grande aliança, é possível e necessário fazer no Brasil um diálogo mais amplo do que apenas com as forças de esquerda", afirmou.

Sobre a reação de lideranças do PT à notícia de suas conversas com Luciano Huck, o governador considerou "simpática".

"Achei uma reação positiva. Uma reação fraterna, eu diria, de quem busca reafirmar um diálogo que nós mantemos historicamente, como todos sabem. Eu conversei ontem por telefone tanto com o Paulo Teixeira quanto com o próprio Luciano Huck. Tudo normal", disse. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) rechaçou a aliança Dino-Huck, afirmando que Dino estará ao lado do PT em 2022.

"O PT é um partido historicamente aliado do meu partido. Tem uma grande liderança, a maior liderança nacional, que é o ex-presidente Lula. E nós pertencemos ao mesmo campo, campo da esquerda brasileira. Tenho certeza de que o meu partido tem o PT como aliado preferencial em qualquer movimento político. Mas não apenas o PT", acrescentou Flávio Dino.

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