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Incomodado, Flávio Bolsonaro usa IA para atacar desfile em homenagem a Lula na Sapucaí

Vídeo foi publicado pelo senador e pré-candidato em suas redes sociais simula um samba-enredo proferindo ofensas contra Lula

Lula-Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert / PR I Jefferson Rudy / Agência Senado)

247 - O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou em suas redes sociais neste domingo (15) um vídeo produzido com inteligência artificial que simula um samba-enredo com injúrias contra o presidente Lula (PT).

O vídeo busca ironizar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que fará uma homenagem ao presidente Lula neste domingo.

Na publicação, o parlamentar compartilha um suposto “samba-enredo” com críticas ao que chama de uso de recursos públicos para financiar “luxos”, citando empresas estatais e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O desfile da Acadêmicos de Niterói gerou questionamentos judiciais. A Embratur, vinculada ao Ministério do Turismo, destinou R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro — sendo R$ 1 milhão para cada, incluindo a Acadêmicos de Niterói. As ações apontavam possível direcionamento de recursos e alegavam propaganda eleitoral antecipada.

Na última semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou dois pedidos de liminar que tentavam barrar o desfile. O plenário entendeu que, em análise inicial, não há “elemento concreto de campanha eleitoral antecipada”, já que não houve pedido explícito de voto. Apesar disso, ministros destacaram que o caso pode voltar a ser analisado após a apresentação.

O envio de recursos federais para escolas de samba do Rio de Janeiro não é algo inédito e já ocorreu em outros anos. Em 2025, houve repasse no mesmo valor (R$ 12 milhões), mas operacionalizado pelo Ministério do Turismo, também com divisão igualitária entre todas as agremiações.

Além disso, o financiamento público do Carnaval é historicamente compartilhado entre União, estados e municípios. Historicamente, o apoio federal costuma acontecer por meio de patrocínios de estatais, convênios com ministérios ou verbas de promoção turística.

No governo de Jair Bolsonaro (2019–2022), no entanto, houve diminuição significativa do apoio cultural em diversas áreas, mas ainda ocorreram ações indiretas também por meio do Ministério do Turismo e campanhas de promoção turística, além de patrocínios residuais de empresas públicas em alguns eventos.

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