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Lewandowski alerta que classificação de facções como terroristas fragiliza a soberania do Brasil

Ex-ministro do STF também alerta para efeitos econômicos de decisão dos Estados Unidos

Ricardo Lewandowski (Foto: Reprodução/Captura de tela/YouTube)
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247 - O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski classificou como um "atentado à soberania" a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Ao participar da abertura do Fórum de Lisboa, nesta segunda-feira (1), Lewandowski também alertou para os impactos econômicos da medida. 

"Isso pode representar atentado à nossa soberania, fragiliza a soberania. E em segundo lugar, estou aqui na presença de empresários de várias áreas, isso pode dificultar os investimentos estrangeiros", disse. 

"Na medida em que um país é classificado como país que abriga organizações terroristas, há uma série de restrições. As empresas precisam, tanto estrangeiros quanto nacionais, criar mecanismos de compliance e administrativos contábeis para poder exatamente se defender desse fenômeno", acrescentou. 

Lewandowski também defendeu a aprovação da proposta de emenda à constituição (PEC) da Segurança Pública, embora tenha lamentado uma "certa desfiguração" do texto na Câmara dos Deputados. O texto aguarda a análise pelo Senado. 

“Entregamos toda a responsabilidade da segurança pública aos Estados. Hoje há um crime organizado que ultrapassa as fronteiras estaduais e nacionais. É preciso que tenhamos uma coordenação centralizada. Por isso, propus a PEC da Segurança Pública para que haja uma coordenação entre as forças de segurança”, disse. 

Mais cedo, os Estados Unidos classificaram as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A medida do Departamento de Estado norte-americano ocorreu após um encontro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.

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