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Lula afirma que saúde deve ser tratada como investimento e defende fortalecimento do SUS

Presidente afirma que recursos para saúde e educação não devem ser tratados como gasto e destaca papel do SUS

25.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às novas áreas do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos, na Rua Luis Vaz de Camões, nº 111, São Carlos - SP. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira (25) da inauguração de novas áreas do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), em São Paulo, destacando a importância da ampliação da rede pública de saúde e da formação médica no país. Durante o evento, voltou a defender que os investimentos sociais devem ser tratados como prioridade estratégica do Estado.

A ampliação do hospital contou com R$ 25,6 milhões do Novo PAC, além de R$ 5,8 milhões da Rede Ebserh e R$ 2,5 milhões oriundos de emenda parlamentar, reforçando a estrutura da unidade, que integra a rede federal de ensino e assistência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em seu discurso, Lula criticou a forma como parte do debate econômico trata os recursos destinados às áreas sociais. “Investir em universidade, investir na saúde, investir na educação não pode estar na rubrica de gasto, tem que estar na rubrica de investimento, investimento precioso”, afirmou. O presidente ressaltou que a gestão pública exige decisões que levem em conta as necessidades da população mais vulnerável.

O chefe do Executivo também questionou a exclusão social no acesso aos serviços básicos. “Quem é que lembra que essas pessoas que não podem pagar um plano de saúde têm direito a um médico? Têm direito a um hospital? Têm direito a uma cirurgia?”, declarou, ao defender o papel do Estado na garantia de direitos fundamentais.

Ao abordar a formação médica, Lula destacou a necessidade de ensino presencial e criticou a possibilidade de automatização no atendimento em saúde. “A medicina tem que estar ali de corpo presente, vendo, olhando e aprendendo. Porque tratar de um ser humano não é uma coisa automática que você pode fazer apenas por robô”, disse.

Durante a fala, Lula relembrou políticas públicas implementadas em seus governos anteriores, como o ProUni, a política de cotas e o programa Farmácia Popular, ressaltando o impacto dessas iniciativas no acesso à educação e à saúde. Ao comentar a distribuição gratuita de medicamentos, afirmou: “Nós damos de graça no SUS para as pessoas poderem ser tratadas”.

O presidente também criticou setores da elite brasileira por, segundo ele, desconsiderarem a realidade da população mais pobre. “Para essa gente, os pobres são tratados como se fossem invisíveis”, disse. Segundo Lula, governar implica escolher prioridades e direcionar recursos para quem mais precisa.

Ao encerrar o discurso, Lula reforçou seu compromisso com políticas sociais e com a defesa da democracia. “Mesmo que eu tiver um minuto de vida, eu vou dedicar esse minuto para não deixar os fascistas a voltarem a governar este país”, afirmou.

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