HOME > Sudeste

BNDES assina R$ 5,6 bilhões para obras do trem São Paulo-Campinas e Linha 2 do Metrô

Contratos firmados em Araraquara incluem expansão da Linha 2 e TIC Eixo Norte, com investimentos do Novo PAC e geração de milhares de empregos

BNDES assina R$ 5,6 bilhões para obras do trem São Paulo-Campinas e Linha 2 do Metrô (Foto: Paulo Preto/BNDES )

247 - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, assinou nesta quarta-feira (25), em Araraquara (SP), contratos de financiamento que somam R$ 5,6 bilhões com o Governo do Estado de São Paulo. Os recursos serão destinados à implantação do Trem Intercidades Eixo Norte (TIC Eixo Norte) e à expansão da Linha 2 do Metrô paulista. A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. As informações foram divulgadas pelo próprio BNDES.

Do total anunciado, R$ 3,2 bilhões correspondem à segunda tranche do financiamento do TIC Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas, enquanto R$ 2,4 bilhões serão destinados à ampliação da Linha 2 (Verde) do metrô. Os projetos fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com financiamento total aprovado de R$ 10 bilhões pelo banco.

O plano de investimentos em mobilidade urbana foi aprovado pelo BNDES em setembro de 2023 e inclui, além da implantação do trem intercidades, a aquisição de 44 trens para a Linha 2 do metrô. Desse montante, R$ 6,4 bilhões são voltados ao TIC Eixo Norte e R$ 3,6 bilhões à compra dos trens, que serão produzidos pela empresa CRRC Sifang em Araraquara, com entregas previstas a partir de maio de 2027.

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o papel estratégico do banco de fomento no desenvolvimento econômico do país. “O BNDES é um dos bancos de desenvolvimento mais importantes no mundo. No nosso governo, colocamos o BNDES para trabalhar e é por isso que emprestamos quatro vezes mais daquilo que eles emprestavam para o desenvolvimento na gestão anterior. Se não fosse o BNDES, não tinha a Nova Indústria Brasil (NIB), não tinham muitos projetos de desenvolvimento em que é preciso financiamento. É necessário emprestar para construir um ativo produtivo que vai dar rentabilidade para o Brasil”, afirmou.

Já Mercadante ressaltou o crescimento expressivo das aprovações de crédito no estado de São Paulo. “Em quatro anos do governo anterior, o BNDES aprovou R$ 65,6 bilhões de reais. Em 3 anos, o governo Lula já fez R$ 152,6 bilhões. É mais do que o dobro em três anos de tudo que foi feito no governo passado. Na indústria a diferença é ainda maior, mais de três vezes: em quatro anos, o BNDES financiou R$ 18,8 bilhões. Nós já financiamos R$ 71,7 bilhões para a indústria de São Paulo. Isso faz parte da Nova Indústria Brasil (NIB), política coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que ajuda a impulsionar toda a estratégia de reindustrialização do país”, declarou.

No caso da Linha 2 do metrô, o contrato de R$ 2,4 bilhões viabiliza a expansão de 8,3 quilômetros entre as estações Vila Prudente e Penha, com a construção de oito novas estações. A ampliação deverá beneficiar cerca de 320 mil passageiros por dia útil, ampliando a capacidade do sistema de transporte na capital paulista.

A nova estação Penha permitirá integração com a Linha 3-Vermelha do metrô e com a Linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A conexão também impactará o chamado Expresso Leste, criando uma nova parada entre Corinthians-Itaquera e Tatuapé e facilitando o deslocamento de passageiros vindos de cidades como Suzano e Mogi das Cruzes com destino à Avenida Paulista. O projeto tem previsão de gerar cerca de 7 mil empregos diretos e 4,8 mil indiretos.

O TIC Eixo Norte, por sua vez, será um trem de média velocidade com trajeto de 101 quilômetros entre São Paulo e Campinas. O projeto inclui ainda um serviço parador entre Jundiaí e Campinas, além da operação metropolitana no trecho entre Barra Funda e Jundiaí, atualmente atendido pela Linha 7-Rubi.

Durante o evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin também enfatizou a política de estímulo à produção nacional. “O que é importado, que não é fabricado aqui, é tarifado. Agora, o BNDES financia e exige conteúdo nacional. Então, a fábrica se instala aqui no Brasil para fabricar os trens aqui. E o Governo Federal não está só financiando, está cedendo área sem nenhuma despesa de desapropriação e financiando a construção desses moderníssimos trens”, afirmou.

Além dos contratos de financiamento, foi assinada a portaria que autoriza o uso de recursos do FGTS pela concessionária TIC Trens S.A., responsável pela implantação do trem intercidades, consolidando mais uma etapa do projeto de mobilidade ferroviária no estado de São Paulo.

Artigos Relacionados