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Lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial com "a maior responsabilidade do mundo"

Presidente afirma que Petrobras deve liderar prospecção em águas profundas e diz que Brasil não pode abrir mão de riqueza estratégica

Lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial com "a maior responsabilidade do mundo" (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Margem Equatorial com “a maior responsabilidade do mundo” e afirmou que o Brasil não pode deixar de pesquisar uma área considerada estratégica para o futuro energético do país. A declaração foi feita durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Ao tratar da Margem Equatorial, Lula rejeitou a ideia de que a exploração de petróleo na região represente descuido ambiental por parte do governo. O presidente afirmou que a Amazônia será protegida e que a Petrobras tem condições de conduzir o processo com rigor técnico. “Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia do que nós. Ninguém tem mais cuidado. Agora a gente vai fazer com a maior responsabilidade do mundo”, declarou.

Lula afirmou que o país não deve abrir mão de investigar o potencial energético da região. Segundo ele, a riqueza localizada próxima à costa brasileira precisa ser ocupada e explorada de forma responsável, com retorno para o desenvolvimento nacional. “A gente não pode deixar uma riqueza que está a quase 500 metros de distância da nossa margem. Daqui a pouco o Trump vem, acha que é dele e vai lá”, disse o presidente.

Em tom crítico, Lula citou declarações e iniciativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender que o Brasil assegure sua soberania sobre áreas estratégicas. “Ele achou que o Canadá era dele, ele achou que a Groenlândia era dele, ele achou que o Golfo do México era dele, o canal do Panamá. Quem diz que ele não vai dizer que a Margem Equatorial é dele também?”, afirmou.

Na sequência, o presidente reforçou que a exploração da Margem Equatorial deve estar vinculada à proteção ambiental e ao uso dos recursos em favor do país. “Então nós vamos ocupar, vamos ocupar, explorar petróleo com a maior responsabilidade e fazer com que esse dinheiro possa ser revertido para garantir o futuro desse país”, disse.

Lula também vinculou a discussão sobre a Margem Equatorial ao papel da Petrobras como empresa estratégica de energia. Para ele, a estatal deve investir em pesquisa para descobrir novas áreas de produção e ampliar sua capacidade de atuação em águas profundas. “Eu tenho dito para a Magda, a gente vai ter que fazer pesquisa. E se não fizer pesquisa, não descobre novos postos”, afirmou.

O presidente destacou a competência técnica da Petrobras na exploração em grandes profundidades e afirmou que a estatal brasileira pode atuar tanto no entorno da América do Sul quanto em áreas da costa africana. Lula relacionou essa capacidade ao conhecimento acumulado pela companhia no pré-sal.

“Quem é que tem competência de fazer prospecção em águas profundas do lado da América do Sul e do lado da África? A Petrobras. E a gente vai atrás, a gente vai atrás, porque a gente não quer ser pequeno. A gente não quer ser o segundo, a gente não quer ser o segundo, o terceiro, a gente quer ser o primeiro”, declarou.

Durante o discurso, Lula também citou uma conversa com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre eventual cooperação da Petrobras na exploração em águas profundas no Golfo do México. Segundo ele, a estatal brasileira reúne condições técnicas para contribuir com outros países em projetos de prospecção.

Lula afirmou que acionou Magda Chambriard para tratar do tema com o governo mexicano. “Imediatamente eu liguei para a Cláudia e falei, 'Claudinha, a minha Maguidinha vai ao México conversar com você porque a Petrobras vai trabalhar com vocês'”, disse.

A defesa da Margem Equatorial apareceu em um discurso mais amplo sobre o fortalecimento da Petrobras. Lula afirmou que a empresa deve voltar a ser motivo de orgulho nacional e atuar não apenas na produção de petróleo, mas como uma grande companhia de energia.

“A Petrobras não vai ser só uma empresa de petróleo, petróleo. A Petrobras tem que ser a grande empresa de energia desse país. A grande empresa de energia desse país, porque com o potencial da Petrobras, ninguém segura esse país”, afirmou.

A visita à Replan também marcou o anúncio de R$ 6 bilhões em investimentos na refinaria, considerada a maior da Petrobras. A unidade responde pelo abastecimento de mais de 30% do território nacional e representa aproximadamente 1% do PIB brasileiro pelo faturamento anual.

Ao encerrar a fala, Lula voltou a defender a estatal como patrimônio nacional e afirmou que o governo dará apoio à expansão da companhia. “O que tiver que ser feito para Petrobras continuar crescendo, para Petrobras continuar criando mais emprego, para Petrobras continuar investindo em tecnologia, para Petrobras continuar sendo a empresa mais bonita e mais rentável desse país, faça, porque nós estamos juntos”, disse.

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