Lula destaca qualidade e inovação na agropecuária ao abrir feira da Embrapa
Presidente afirma que excelência na produção é essencial para ampliar mercados e valoriza papel da Embrapa na agricultura brasileira
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (23), que a busca por qualidade e sofisticação na produção agropecuária é fundamental para ampliar a presença do Brasil nos mercados internacionais. A declaração foi feita durante a abertura da Feira Brasil na Mesa, realizada na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), evento que reúne tecnologias e produtos desenvolvidos pela pesquisa agropecuária nacional.
De acordo com informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, Lula também ressaltou o papel estratégico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento do setor. “A Embrapa é um centro de excelência, motivo de orgulho do Brasil. O mundo inteiro respeita a Embrapa”, afirmou o presidente.
Durante o discurso, Lula enfatizou que o país precisa avançar na qualidade dos alimentos produzidos. “Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, declarou.
O presidente também destacou a importância de ampliar o conhecimento sobre a diversidade da produção nacional. “O que eu quero é que a gente consiga mostrar ao Brasil o que nós somos capazes de produzir alimento”, disse, após visitar estandes e experimentar produtos expostos na feira.
A cerimônia contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros de diferentes áreas, além da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. Em sua fala, Alckmin ressaltou a transformação do Brasil no cenário agropecuário global. “Há 53 anos, o Brasil era importador de alimento. Hoje, nós estamos entre os maiores exportadores do mundo de proteína animal e vegetal. A Embrapa fez a diferença com inovação, pesquisa e tecnologia”, afirmou.
A feira, que celebra os 53 anos da Embrapa, apresenta uma série de inovações tecnológicas voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade no campo. Entre os destaques estão novas cultivares de feijão, soja, sorgo gigante e a primeira variedade brasileira de Brachiaria decumbens, adaptada para maior resistência e eficiência na pecuária.
Silvia Massruhá apresentou dados sobre o impacto econômico da instituição. “No estudo de 2025, a gente mostra que, a cada real investido na Embrapa, 27 reais retornam para a sociedade brasileira. O PIB agrícola de 2025 foi 725 bilhões e a Embrapa contribuiu com 125 bilhões de reais, o que representa 17%”, declarou. Segundo ela, o fortalecimento da ciência e tecnologia é essencial para garantir a segurança alimentar. “Garantir a segurança alimentar é questão de paz mundial”, acrescentou.
A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, destacou o papel da agricultura familiar e de grupos historicamente relevantes no campo. “Esse Brasil que chega na mesa é o Brasil que tem a agroecologia, que tem as mulheres rurais valorizadas, que tem a juventude rural empoderada”, afirmou.
Aberta ao público até sábado (25), a Feira Brasil na Mesa oferece degustações, seminários, vitrines tecnológicas e apresentações culturais. Os visitantes também podem participar de tours guiados por áreas experimentais, onde pesquisadores apresentam inovações em culturas como café, açaí, pitaya e maracujá.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou a relevância do setor para a economia nacional. “Essa é a liderança de um setor muito importante da economia do país, responsável por 25% do PIB, por 38 milhões de empregos, por 49% da pauta de exportações do país”, afirmou. Ele acrescentou que o Brasil ocupa posição central na produção global de alimentos. “De cada oito pratos de alimento no mundo, um deles tem a contribuição do Brasil”, disse.
A programação inclui ainda o projeto Cozinha Show, que apresenta receitas tradicionais ligadas a diferentes biomas brasileiros, reforçando a conexão entre cultura, alimentação e produção rural.


