Lula diz temer possível investida de Trump sobre a Amazônia e cobra defesa da região
Presidente afirmou que o Brasil está vulnerável e e alertou para riscos externos envolvendo a soberania nacional
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (21) que teme uma possível investida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Amazônia. Durante evento do setor cultural no Espírito Santo, Lula ressaltou que o Brasil precisa reforçar a segurança nas fronteiras e criticou a falta de investimentos na proteção territorial.
De acordo com Lula, o país está vulnerável e negligenciou a segurança nacional ao longo dos últimos anos. O presidente afirmou que o Brasil se encontra desguarnecido e alertou para riscos externos envolvendo a soberania nacional.
Lula cita falas de Trump sobre outros territórios
Ao comentar declarações recentes de Donald Trump sobre territórios estrangeiros, Lula relacionou o discurso do presidente estadunidense à necessidade de fortalecer a defesa da Amazônia. “Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem afirma que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”, declarou Lula.
O presidente também afirmou que atualmente “qualquer um” poderia invadir o Brasil devido à fragilidade da proteção territorial e à ausência de políticas mais robustas de segurança nas fronteiras.
Lula diz querer “guerra de narrativa” com Trump
Em sua fala, Lula afirmou que não deseja confronto direto com Donald Trump, mas sim uma disputa política e narrativa baseada em dados econômicos e diplomáticos. “A guerra que quero fazer com você é de narrativa. Eu quero provar que você está errado e que o Brasil está certo. Eu quero provar com números”, afirmou o presidente. A declaração ocorreu no contexto das negociações envolvendo as tarifas impostas pela Casa Branca à economia brasileira.
Governo teme brecha para ações dos EUA
As falas de Lula acontecem em meio à preocupação do governo federal com discussões sobre a possível classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas por parte dos EUA.
Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que uma eventual mudança na classificação poderia abrir brecha jurídica para intervenções dos Estados Unidos em território brasileiro. Lula afirmou ainda que o assunto não foi discutido em seu encontro mais recente com Donald Trump, realizado no início deste mês.



