Lula e ministros exibem placa em defesa do Pix durante reunião do Conselhão
Críticas dos EUA ao sistema de pagamentos integram apuração que pode elevar tarifas sobre produtos brasileiros
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quarta-feira (10), da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão. Durante o encontro, o mandatário posou ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros com uma placa estampada com a bandeira brasileira e a frase "O Pix é do Brasil". As informações são do Metrópoles.
A manifestação ocorreu em meio às discussões sobre possíveis tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e às críticas feitas pelo governo estadunidense ao sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central. Na reunião, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, anunciou que a expressão "Pix do Brasil" foi registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como marca de grande renome.
Com isso, o nome e o logotipo do sistema passam a contar com proteção especial e uso exclusivo do Banco Central. "O INPI registra como marca de grande renome o Pix do Brasil, associado ao Banco Central, que é, na forma da lei de propriedade industrial, a maior proteção que se pode dar para a marca e para o símbolo", afirmou o ministro.
Defesa da soberania
Também presente no evento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que uma de suas prioridades à frente da pasta será a defesa da soberania nacional e do sistema de pagamentos brasileiro.
"O Brasil é liderança mundial, e a gente não abre mão de ser tratado com respeito e tratar com respeito a todos os outros países, a todas as outras comunidades e culturas do mundo; por isso, a primeira tarefa que eu tenho é proteger a soberania ao lado do presidente Lula, e, em especial, o nosso Pix", disse.
A reunião teve como tema "Da soberania nacional ao protagonismo global" e foi marcada por críticas do governo brasileiro às medidas comerciais em análise pela administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as sanções econômicas propostas como "unilaterais e injustificadas". Já o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, ressaltou o papel do Conselhão no debate sobre a resposta brasileira às medidas anunciadas por Washington.
Possíveis tarifas
O governo dos Estados Unidos avalia duas iniciativas tarifárias envolvendo o Brasil. A primeira prevê uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros com base em alegadas práticas consideradas "irrazoáveis" em investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
Entre os temas mencionados na apuração estão o Pix, decisões da Justiça brasileira relacionadas às big techs e questões ligadas ao mercado de etanol. A segunda proposta prevê uma taxa adicional de 12,5%, sob a justificativa de que o Brasil não teria adotado medidas legais suficientes para impedir a entrada de produtos manufaturados com uso de trabalho forçado. As duas investigações foram abertas com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.



