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Lula e ministros exibem placa em defesa do Pix durante reunião do Conselhão

Críticas dos EUA ao sistema de pagamentos integram apuração que pode elevar tarifas sobre produtos brasileiros

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, em 10 de junho de 2026 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quarta-feira (10), da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão. Durante o encontro, o mandatário posou ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros com uma placa estampada com a bandeira brasileira e a frase "O Pix é do Brasil". As informações são do Metrópoles.

A manifestação ocorreu em meio às discussões sobre possíveis tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e às críticas feitas pelo governo estadunidense ao sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central. Na reunião, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, anunciou que a expressão "Pix do Brasil" foi registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como marca de grande renome.

Com isso, o nome e o logotipo do sistema passam a contar com proteção especial e uso exclusivo do Banco Central. "O INPI registra como marca de grande renome o Pix do Brasil, associado ao Banco Central, que é, na forma da lei de propriedade industrial, a maior proteção que se pode dar para a marca e para o símbolo", afirmou o ministro.

Defesa da soberania

Também presente no evento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que uma de suas prioridades à frente da pasta será a defesa da soberania nacional e do sistema de pagamentos brasileiro.

"O Brasil é liderança mundial, e a gente não abre mão de ser tratado com respeito e tratar com respeito a todos os outros países, a todas as outras comunidades e culturas do mundo; por isso, a primeira tarefa que eu tenho é proteger a soberania ao lado do presidente Lula, e, em especial, o nosso Pix", disse.

A reunião teve como tema "Da soberania nacional ao protagonismo global" e foi marcada por críticas do governo brasileiro às medidas comerciais em análise pela administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as sanções econômicas propostas como "unilaterais e injustificadas". Já o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, ressaltou o papel do Conselhão no debate sobre a resposta brasileira às medidas anunciadas por Washington.

Possíveis tarifas

O governo dos Estados Unidos avalia duas iniciativas tarifárias envolvendo o Brasil. A primeira prevê uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros com base em alegadas práticas consideradas "irrazoáveis" em investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

Entre os temas mencionados na apuração estão o Pix, decisões da Justiça brasileira relacionadas às big techs e questões ligadas ao mercado de etanol. A segunda proposta prevê uma taxa adicional de 12,5%, sob a justificativa de que o Brasil não teria adotado medidas legais suficientes para impedir a entrada de produtos manufaturados com uso de trabalho forçado. As duas investigações foram abertas com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

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