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Lula embarca para o G7 neste domingo e mira diálogo com Trump

Presidente antecipou embarque para ampliar chances de contato com o presidente dos EUA durante cúpula na França

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Reuters )
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247- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, onde participará da cúpula do G7 como convidado. O encontro reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido e acontece entre os dias 15 e 17 de junho.

Esta será a décima participação de Lula na reunião do grupo das maiores economias industrializadas do mundo na condição de convidado. A agenda oficial do presidente brasileiro está concentrada nos dias 16 e 17 de junho. As informações são do SBT News

Lula terá agenda voltada à economia e inteligência artificial

De acordo com o Palácio do Planalto, Lula participará de sessões dedicadas a temas como parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial. A programação também prevê encontros bilaterais com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

A presença do presidente brasileiro ocorre em um momento de intensificação dos debates globais sobre desenvolvimento econômico, cooperação internacional e os impactos das novas tecnologias na economia mundial.

Mudança de agenda busca ampliar chances de encontro com Trump

Inicialmente, Lula viajaria para a França apenas na segunda-feira (15). A decisão de antecipar o embarque foi tomada diante da possibilidade de um contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula.

A avaliação do governo brasileiro levou em conta a possibilidade de Trump participar apenas da abertura do encontro, repetindo o que ocorreu na edição anterior do G7, realizada no Canadá.

A estratégia do Planalto é aproveitar a presença simultânea dos dois líderes no evento para manter aberto o canal de diálogo entre Brasília e Washington.

Relação entre Brasil e Estados Unidos enfrenta impasses

A expectativa de um eventual encontro ocorre em meio a divergências recentes entre os dois países. Desde a reunião realizada na Casa Branca, em maio, o governo norte-americano classificou facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e passou a discutir a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Entre as medidas cogitadas pelos Estados Unidos estão uma tarifa de 25%, relacionada ao que Washington classifica como práticas comerciais prejudiciais aos interesses norte-americanos, e outra de 12,5%, vinculada a questionamentos sobre mecanismos de combate ao trabalho forçado.

Apesar das tensões, o governo brasileiro decidiu não solicitar formalmente uma nova reunião bilateral entre Lula e Trump. A avaliação do Planalto é que o encontro realizado recentemente nos Estados Unidos reduz a necessidade de uma nova agenda oficial neste momento.

Diplomacia aposta em contato informal durante a cúpula

As negociações sobre as tarifas deverão continuar concentradas nas equipes técnicas de comércio exterior e diplomacia dos dois países, por meio do grupo de trabalho criado para tratar do tema.

Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que Lula e Trump poderão ter uma conversa informal durante a programação do G7, caso se encontrem em atividades paralelas ou nos corredores do evento. Até o momento, porém, não há reunião oficialmente marcada entre os dois presidentes.

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