Lula mantém pressão por candidatura de Pacheco ao governo de Minas
Presidente busca manter senador no jogo eleitoral mineiro apesar de articulações partidárias já em curso no estado
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a manifestar, em conversas recentes com deputados federais, o desejo de ver o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disputando o governo de Minas Gerais. A sinalização foi feita em um encontro político realizado em Brasília, que reuniu lideranças partidárias e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). As informações são da CNN Brasil.
A manifestação de Lula ocorreu na noite de quarta-feira (4), em uma confraternização com líderes do Congresso. A insistência do presidente acontece em um momento de intensificação das articulações eleitorais em Minas, estado considerado decisivo em disputas nacionais.
A movimentação do Palácio do Planalto ocorre poucas horas depois de um gesto público que apontou em outra direção dentro do campo governista. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reuniu-se com o dirigente do PT, Edinho Silva, e publicou uma mensagem nas redes sociais indicando uma aliança entre os dois partidos em torno da candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil ao governo mineiro.
Na postagem, Lupi detalhou o entendimento com o PT e reforçou compromissos políticos mais amplos. “Na reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirmei a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula e recebi a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul; de Alexandre Kalil, em Minas Gerais, e de Requião Filho, no Paraná. Com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos”, escreveu o dirigente pedetista.
Mesmo diante desse cenário, Rodrigo Pacheco segue no centro das articulações. O senador prepara sua saída do PSD e negocia filiação ao União Brasil, em um movimento que contou com a atuação direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sucessor de Pacheco no comando da Casa.
A decisão de deixar o PSD ocorre após o partido esvaziar a possibilidade de candidatura própria de Pacheco em Minas, ao receber a filiação do atual vice-governador Matheus Simões. Simões é o pré-candidato apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo) para a sucessão estadual, o que consolidou sua posição dentro da legenda.
Caso se confirme a migração para o União Brasil, Pacheco pode provocar um reposicionamento do partido no estado, afastando-o da aliança com Matheus Simões e fragilizando a base política do vice-governador. O desenho do palanque mineiro é tratado como estratégico pelas forças nacionais, já que Minas Gerais historicamente apresenta disputas equilibradas e desempenha papel central em eleições presidenciais.


