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Lula quer discutir fim da escala 6x1 com Motta e defende aprovação antes das eleições

Presidente defende jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, com votação antes das eleições

Brasília (DF), 02/02/2026 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam da abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende se reunir na próxima quinta-feira (12) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), para tratar do fim da escala de trabalho 6x1. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (9) pelo ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, durante evento em Mauá, na Grande São Paulo.

A declaração foi publicada originalmente pelo jornal O Globo e ocorre no mesmo dia em que Hugo Motta encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição que prevê mudanças na jornada de trabalho. A iniciativa representa mais um passo na tramitação do tema no Congresso Nacional.

Segundo Boulos, o governo federal trabalha com a estratégia de enviar um projeto de lei com pedido de urgência constitucional, mecanismo que pode acelerar a análise da matéria no Legislativo. “O governo segue na proposta de enviar um projeto de lei com urgência constitucional porque isso faria com que a votação pudesse ocorrer nos próximos meses. A urgência constitucional, em 60 dias, trava a pauta da Casa Legislativa se não for votado. Então a gente garante as condições para que seja votado”, afirmou.

O ministro destacou que a intenção do Planalto é votar a proposta ainda antes do período eleitoral. “O objetivo do presidente Lula é votar o fim da escala 6x1 ainda este semestre, ainda este ano, com uma perspectiva muito clara. É lógico, todo processo tem negociação. Mas nós não abrimos mão de um máximo de 5x2, da redução da jornada para 40 horas (semanais) e também de não ter redução de salário”, declarou.

O encaminhamento da PEC à CCJ ocorre em meio ao esforço da presidência da Câmara para avançar em pautas de forte apelo social, com potencial repercussão política e eleitoral. A proposta sobre a jornada de trabalho passou a integrar o centro das negociações entre o governo e o Congresso nas últimas semanas.

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