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Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e diz que pandemia não pode cair no esquecimento

Data será lembrada em 12 de março e reforça a memória dos mais de 700 mil mortos pela Covid; presidente criticou a gestão do governo Bolsonaro na pandemia

Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e diz que pandemia não pode cair no esquecimento (Foto: Wallison Breno/PR)
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247 - O presidente Lula sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser lembrado anualmente em 12 de março, data associada ao registro da primeira morte pela doença no Brasil, em 2020.

A cerimônia no Palácio do Planalto foi marcada por homenagens às vítimas da pandemia e por críticas à condução do governo Jair Bolsonaro durante a crise sanitária. O Brasil contabilizou mais de 700 mil mortes causadas pela Covid-19.

Ao defender a criação da data, Lula afirmou que a preservação da memória das vítimas é uma forma de impedir o apagamento dos efeitos da pandemia no país. “Se a gente não faz isso, cai no esquecimento. E é tudo que eles desejam, que caia no esquecimento. As pessoas que vivem de mentira não estão preocupadas com a verdade”, disse o presidente.

O presidente também criticou declarações e condutas adotadas durante a pandemia, especialmente em relação à vacinação e ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19. “A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças... Se não der nome, não são conhecidas. Seja de qualquer igreja, padre ou pastor. Tem que dar nome para essa gente aprender, no mínimo, a respeitar o ser humano”, afirmou.

Lula também criticou declarações de Bolsonaro sobre a vacinação no período em que o país enfrentava a emergência sanitária. “Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil”, afirmou.

A escolha de 12 de março para a homenagem nacional remete à primeira morte por Covid-19 registrada no Brasil, ocorrida na cidade de São Paulo. A Organização Mundial da Saúde declarou oficialmente a pandemia no dia anterior, em 11 de março de 2020, quando o avanço global do coronavírus já pressionava sistemas de saúde em diferentes países.

O projeto que deu origem à lei é de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e teve relatoria do senador Humberto Costa (PT-PE). A proposta foi aprovada pelo Senado no mês passado e enviada para sanção presidencial.

Segundo Humberto Costa, a instituição da data tem sentido simbólico e educativo. O objetivo é manter viva a memória das vítimas, reconhecer o impacto da pandemia sobre milhões de famílias e reforçar a importância de políticas públicas de saúde diante de emergências sanitárias.

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