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Maioria do MDB assina manifesto por neutralidade e rejeita aliança com Lula

Dirigentes de ao menos 16 estados defendem independência nas eleições presidenciais e afirmam que apoio ao PT é minoritário dentro do partido

Maioria do MDB assina manifesto por neutralidade e rejeita aliança com Lula (Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados)

247 - Mais da metade dos diretórios estaduais do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) assinou um manifesto defendendo a neutralidade da legenda na disputa presidencial de 2026 e rejeitando uma eventual aliança nacional com o Partido dos Trabalhadores (PT). As informações são do jornal Folha de S. Paulo. 

O documento será entregue nesta terça-feira (3) ao presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), e tem como objetivo demonstrar que a ala favorável a uma coligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é minoritária dentro da sigla.

Segundo os articuladores do movimento, o texto reúne assinaturas dos presidentes da Fundação Ulysses Guimarães e dos diretórios do MDB em 16 estados, incluindo São Paulo, reduto político de Baleia. A iniciativa foi liderada pelo vice-governador de Goiás e presidente estadual do partido, Daniel Vilela, que deve assumir o governo goiano nos próximos dias com a renúncia de Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a Presidência.

Em declaração enfática, Vilela afirmou: "Esse manifesto, com todas essas assinaturas, mostra que é absolutamente zero a chance de o MDB se coligar com o PT em nível nacional". Nos bastidores, lideranças petistas têm sinalizado a possibilidade de oferecer ao MDB a vaga de vice na chapa de reeleição de Lula, em uma estratégia para ampliar o arco de alianças ao centro político. A movimentação remete à escolha do ex-governador paulista Geraldo Alckmin, atualmente no PSB, como vice-presidente na eleição anterior.

O manifesto também foi endossado pelo presidente do diretório mineiro, o deputado federal Newton Cardoso Jr, mesmo diante das negociações do PT para filiar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) e lançá-lo ao governo de Minas Gerais, garantindo palanque a Lula no segundo maior colégio eleitoral do país.Entre os signatários estão ainda três vice-governadores que devem assumir seus estados até abril e disputar a reeleição: o próprio Daniel Vilela, em Goiás; Gabriel Souza, no Rio Grande do Sul; e Ricardo Ferraço, no Espírito Santo. Também assinam o texto dois prefeitos de capitais administradas pelo MDB: Ricardo Nunes, em São Paulo, e Sebastião Melo, em Porto Alegre.

A principal defesa do grupo é que a direção nacional adote postura de independência e assegure autonomia aos diretórios estaduais para definirem suas alianças de acordo com as realidades locais. Na prática, isso permitiria que setores do MDB apoiassem Lula em parte do Nordeste e do Norte, enquanto outras regiões, como Sul, Sudeste e Centro-Oeste, se alinhassem a candidaturas de direita.

Antes do manifesto coletivo, Vilela já havia encaminhado uma carta individual a Baleia Rossi, com críticas diretas ao governo federal e cobrança por uma definição antecipada da Executiva nacional. No texto, ele sustenta que a maioria da legenda é contrária à aproximação com o PT e afirma que "a indefinição gera ruídos desnecessários ao nosso partido".O dirigente goiano também declarou que "é frontalmente contrária a uma aliança eleitoral com o PT". 

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