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Lula avança por palanques em São Paulo e Minas, enquanto Bolsonaro dita campanha de Flávio da Papudinha

Presidente organiza cenário em estados-chave enquanto ex-presidente, preso em Brasília, atua para definir alianças de Flávio ao Planalto

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil | Carlos Moura/Agência Senado)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro ampliaram as movimentações políticas de olho na eleição presidencial de 2026, com foco especial na formação de palanques nos maiores colégios eleitorais do país. As articulações se concentram principalmente em São Paulo e Minas Gerais, estados considerados decisivos para o resultado nacional. As informações são do jornal O Globo.

São Paulo no centro da estratégia

Candidato à reeleição, Lula tem reunião prevista para terça-feira com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o vice-presidente Geraldo Alckmin para tratar do cenário paulista. A prioridade do presidente é estruturar um palanque competitivo no estado e evitar que o adversário obtenha vantagem significativa no maior colégio eleitoral do país.

Embora o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deva disputar a reeleição, Lula busca convencer Haddad a concorrer ao governo estadual. Aliados do Planalto avaliam que o ministro tende a aceitar o convite. A preocupação do presidente é assegurar um nome forte em São Paulo e impedir que uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) amplie a base eleitoral da direita no estado.

Ainda não há definição sobre o papel de Alckmin na disputa paulista. Há negociações para que a vaga de vice na chapa presidencial de Lula seja utilizada como instrumento de aproximação com um partido de centro, especialmente o MDB. Ao mesmo tempo, integrantes do governo defendem a permanência de Alckmin na vice.

No Senado, os nomes das ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) são mencionados como possíveis candidaturas ligadas ao palanque de Lula em São Paulo.

Disputa também avança em Minas Gerais

Em Minas Gerais, Lula deve se envolver diretamente nas tratativas para a formação de alianças. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é apontado como provável candidato ao governo estadual, mas precisará deixar o PSD após a filiação do vice-governador Matheus Simões, que também deve concorrer ao cargo.

Pacheco avalia migrar para o MDB ou para o União Brasil. Antes de definir o destino partidário, contudo, busca garantias de que a legenda escolhida não apoiará Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Para isso, conta com a interlocução de Lula nas negociações.

Recentemente, Lula e Pacheco estiveram juntos em visitas a cidades mineiras atingidas por enchentes, gesto interpretado como aproximação política em meio às articulações para 2026.

Bolsonaro atua da prisão para organizar a direita

Inelegível e preso na Papudinha, em Brasília, após condenação por liderar uma trama golpista, Jair Bolsonaro tem participado ativamente das definições estratégicas de seu grupo político. O ex-presidente deverá ser representado na disputa presidencial por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.

Até o fim de março, Bolsonaro tem visitas autorizadas de aliados que disputam espaço nas chapas ao Senado. Entre eles estão os deputados Marco Feliciano (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF). Kicis tem encontro marcado no dia 14, enquanto Feliciano deverá se reunir com o ex-presidente no dia 21. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio, tem reunião prevista para o dia 25.

Bolsonaro também receberá auxiliares dos governadores Cláudio Castro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas nos dias 14 e 18, respectivamente.

Em São Paulo, apesar de o candidato ao governo estar definido, a composição para o Senado segue indefinida. O deputado Guilherme Derrite (PP) tem acordo mais avançado para uma das vagas. A segunda ainda é alvo de disputa interna, envolvendo nomes como Marco Feliciano, o vice-prefeito da capital Coronel Mello Araújo (PL) e o deputado Mario Frias (PL). Mello Araújo solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para visitar Bolsonaro, pedido ainda pendente de análise.

No Distrito Federal, a direita deve lançar a vice-governadora Celina Leão (PP) ao governo, com Michelle Bolsonaro (PL) como candidata ao Senado. Bia Kicis também é considerada favorita para disputar a outra vaga, mas o governador Ibaneis Rocha (MDB) pretende concorrer. Anotações atribuídas a Flávio indicam dificuldades para viabilizar uma aliança com Celina sem a inclusão de Ibaneis na chapa.

Intervenções diretas e cartas públicas

A atuação de Bolsonaro tem sido decisiva para pacificar disputas internas no PL. Com o aval do ex-presidente, Flávio anunciou que, em Santa Catarina, os candidatos ao Senado serão a deputada Caroline de Toni e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, ambos do PL. A definição exclui o senador Esperidião Amin (PP), que busca a reeleição e agora deve compor com o PSD catarinense.

No Mato Grosso do Sul, Michelle Bolsonaro divulgou uma carta do marido confirmando o deputado Marcos Pollon (PL) como candidato ao Senado. No estado, duas vagas estarão em disputa. Outros nomes do partido, como Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, também eram cogitados.

Registros divulgados na semana passada mostram que Flávio escreveu o nome de Pollon com a anotação: “pediu 15 mi p/ não ser candidato”. O deputado negou ter feito qualquer solicitação.

Em outra carta tornada pública por Michelle, Bolsonaro criticou conflitos internos e ataques entre aliados. “Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”, disse.

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