Marinho projeta injeção de R$110 bi na economia com isenção do IR e aumento do salário mínimo
Medidas do governo Lula ajudam a fortalecer o consumo e a renda dos trabalhadores, impulsionando a economia
247 - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o reajuste do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda devem provocar um impacto expressivo na economia brasileira em 2026. Segundo ele, o conjunto de medidas tem potencial para injetar cerca de R$ 110 bilhões no mercado interno, fortalecendo o consumo e a renda dos trabalhadores. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov.
Na avaliação de Marinho, o cenário econômico e político permite avanços adicionais na agenda trabalhista, inclusive em um ano eleitoral.
Além do efeito econômico direto, o ministro reiterou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém como prioridade a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Ele voltou a defender a possibilidade de reduzir a jornada semanal das atuais 44 horas para 40 horas, como etapa inicial, antes de uma diminuição gradual até 36 horas semanais. Lula, por sua vez, já declarou que o país e a economia estão preparados para essa mudança.
No campo tributário, a nova tabela do Imposto de Renda entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e eliminou a cobrança do tributo para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000. A alteração é resultado da lei sancionada por Lula em 26 de novembro do ano passado e representa uma das principais promessas da política de valorização da renda.
A atualização também reduziu a carga tributária para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês. Para esses contribuintes, a economia mensal pode chegar a R$ 312,89. Acima desse patamar, permanecem as alíquotas progressivas atuais, que variam de 7,5% a 27,5%.
Outro fator relevante para o aumento da massa de renda é o novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621 e em vigor desde 1º de janeiro. O reajuste de 6,79% reforça o poder de compra de milhões de brasileiros e amplia o alcance dos efeitos econômicos previstos pelo governo para o próximo ano.



