Mendonça vota para manter prisão de Felipe Cançado, primo de Vorcaro
Ministro do STF aponta risco de destruição de provas e ocultação de patrimônio em investigação da operação Compliance Zero
247 - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela manutenção da prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e investigado pela Polícia Federal no âmbito da operação Compliance Zero.
A informação foi publicada inicialmente pelo portal UOL. Segundo a investigação, Felipe é apontado como um dos operadores do suposto esquema apurado pela Polícia Federal. No voto, Mendonça argumentou que há elementos que indicam a continuidade das atividades ilícitas mesmo após o avanço das investigações.
De acordo com o ministro, mensagens encontradas no celular do investigado sugerem tentativas de ocultar recursos financeiros e reorganizar empresas com o objetivo de dificultar o rastreamento patrimonial pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Ministro vê risco de interferência nas investigações
Relator do caso no STF, André Mendonça avaliou que a prisão preventiva é necessária para evitar possíveis interferências no andamento das investigações. O magistrado destacou que os indícios reunidos pela Polícia Federal apontam para a possibilidade de continuidade das práticas investigadas.
No entendimento do ministro, a liberdade de Felipe Cançado Vorcaro poderia representar riscos concretos à coleta de provas e à efetividade da investigação conduzida pelas autoridades federais.
Entre os fatores mencionados por Mendonça estão a possibilidade de reiteração criminosa, destruição de provas e ocultação de patrimônio. Esses elementos, segundo o ministro, justificam a manutenção da medida cautelar.
Operação Compliance Zero segue em apuração
A operação Compliance Zero investiga um suposto esquema que estaria ligado a movimentações financeiras e estratégias de ocultação patrimonial. Felipe Cançado Vorcaro é citado pela Polícia Federal como um dos envolvidos nas ações investigadas.
O voto de André Mendonça ocorre no contexto da análise das medidas cautelares impostas aos investigados no caso. O STF avalia os argumentos apresentados pela defesa e os elementos reunidos pela Polícia Federal durante a investigação.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre o mérito do processo, mas o posicionamento do relator reforça o entendimento de que a prisão preventiva deve ser mantida enquanto as apurações prosseguem.
Celular de investigado embasou decisão
Na decisão, Mendonça citou especificamente mensagens obtidas no celular de Felipe Cançado Vorcaro. Para o ministro, o conteúdo reforça a suspeita de movimentações voltadas à ocultação de dinheiro e à reorganização empresarial para dificultar o rastreamento dos ativos.
O magistrado sustentou que os elementos apresentados pela investigação demonstram risco concreto à ordem pública e à instrução processual caso o investigado seja colocado em liberdade.
A operação Compliance Zero segue sob condução da Polícia Federal e com acompanhamento do Supremo Tribunal Federal.



