Clubes Militares divulgam nota em defesa do voto impresso

"O prazo final para a resolução desse imbróglio, visando as eleições de 2022, será outubro. Esperamos que não seja um outubro vermelho, mas sim verde e amarelo, pelo bem do Brasil", escreveram os clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, defendendo que o Congresso aprove a PEC que institui as urnas com impressoras

Urnas eletrônicas
Urnas eletrônicas (Foto: Bruno Kelly/Reuters)
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247 - Os clubes Naval, Militar e da Aeronáutica divulgaram, nesta segunda-feira, 2, uma nota conjunta a favor do voto impresso, usado por Jair Bolsonaro para atacar o sistema eleitoral brasileiro. Os militares alegam que a medida é "pelo bem do Brasil", segundo o UOL.

Na nota, eles defendem que o Congresso aprove a PEC que institui as urnas com impressoras. A emenda constitucional está sendo discutida por comissão especial, mas quase foi derrotada antes do recesso parlamentar.

Fazendo coro com Bolsonaro, os militares afirmam que a urna eletrônica é uma "inescrutável caixa preta" e acrescentam que, diante da digitalização, não há provas "visíveis e tangíveis", o que impossibilitaria a apresentação de uma possível fraude.

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"O prazo final para a resolução desse imbróglio, visando as eleições de 2022, será outubro. Esperamos que não seja um outubro vermelho, mas sim verde e amarelo, pelo bem do Brasil", escreveram.

"A justificativa de que, em face da pandemia, o gasto de três bilhões de reais com o custo da implementação das urnas eletrônicas com voto impresso auditável seria inadmissível não se sustenta, pois a lisura e a transparência do processo eleitoral - essenciais para uma salutar democracia - não tem preço, seja em que tempo for", diz a nota.

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A votação aconteceu após um discurso contundente do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, contra o presidente. A proposta partiu do corregedor eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão.

Os crimes apontados são “abuso do poder econômico e político, uso indevido de veículos de imprensa, corrupção e ataques à legitimidade das eleições”. A investigação vai mirar a conduta de Bolsonaro e pode resultar em inelegibilidade.

O TSE também pediu ao STF que Bolsonaro seja investigado por disseminação de fake news contra as urnas. As duas decisões foram unânimes.

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