Novo ministro da Justiça sinaliza mudanças no comando de quatro secretarias
Wellington Lima e Silva articula mudanças internas e define prioridades no combate ao crime organizado
247 - O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, já indicou a interlocutores próximos que pretende promover alterações no comando de ao menos quatro das oito secretarias da pasta. A reorganização atinge áreas consideradas estratégicas e ocorre em meio à transição ministerial e à centralidade do tema da segurança pública no debate político nacional.
De acordo com a Folha de São Paulo, entre as áreas que devem passar por mudanças estão a Secretaria-Executiva, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos e a Secretaria Nacional de Direitos Digitais.
Mudanças previstas na estrutura do ministério
Enquanto os novos nomes não são definidos, o atual secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, acumulará funções e responderá também pela Secretaria-Executiva. A medida foi adotada após o então secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, solicitar a saída do cargo. A exoneração foi publicada na quinta-feira (15), embora ele continue colaborando com o processo de transição.
Manutenção dos comandos da PF e da PRF
Apesar das alterações planejadas em setores estratégicos, Wellington Lima e Silva já sinalizou que pretende manter os atuais diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando Oliveira, indicando uma busca por continuidade nas estruturas operacionais das forças de segurança.
Articulação política e desafios no Congresso
O novo ministro também iniciou conversas com possíveis integrantes da equipe. Um dos nomes procurados foi o secretário de Segurança Pública do Piauí, Francisco Lucas Veloso, cujo nome é defendido por integrantes do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública. Há, no entanto, outros dois nomes em avaliação.
Empossado nesta quinta-feira (15), no Palácio do Planalto, Wellington Lima e Silva já ocupou cargos em gestões petistas e teve uma breve passagem pelo comando da pasta em 2016. À frente do ministério, ele enfrentará desafios como a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança e do Projeto de Lei Antifacção na Câmara dos Deputados, além da visibilidade crescente do tema em ano eleitoral.
Prioridade no combate ao crime organizado
Na cerimônia de posse, o ministro afirmou que sua gestão terá como eixo central o enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, essa atuação passará pelo fortalecimento da tecnologia e dos recursos disponíveis, com ênfase na coordenação e na integração entre os diferentes órgãos do Estado, além do diálogo com o Congresso Nacional para a aprovação das propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto.


