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Otoni de Paula defende reestatização da BR Distribuidora e das refinarias: questão de soberania

Deputado afirma que controle estatal sobre combustíveis e fertilizantes é estratégico e critica efeitos da privatização no mercado

Otoni de Paula (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) defendeu a reestatização da BR Distribuidora, das refinarias e das unidades de fertilizantes da Petrobras como medida estratégica para o Brasil. Segundo ele, o tema deve ser tratado como uma questão de soberania nacional, diante dos impactos da privatização sobre o mercado de combustíveis e a dependência externa do país.

Para Otoni de Paula, a discussão envolve diretamente o interesse nacional e a capacidade do Estado de atuar em setores considerados essenciais.

“Presidente, falar sobre a reestatização das refinarias, dos postos de distribuição da Petrobras e das unidades de fertilizantes da Petrobras não é falar sobre campos ideológicos. Esse não deveria ser um debate de esquerda ou de direita, mas uma discussão de soberania nacional”, afirmou.

O deputado também criticou a atuação da iniciativa privada em áreas estratégicas, argumentando que, embora possa ser eficiente, não necessariamente atende ao interesse público. “Por mais eficiente que seja a iniciativa privada, ela não trabalha pelo interesse público nas questões estratégicas”, disse.

Ao abordar a venda de ativos da Petrobras em governos anteriores, Otoni de Paula afirmou que a privatização dos postos de distribuição comprometeu a capacidade de regulação do mercado por parte da estatal. “Quando nós vendemos, o outro governo vendeu os postos de distribuição da nossa Petrobras, nós perdemos o poder de equilíbrio do mercado. Todas as vezes que a nossa Petrobras abaixa o preço da gasolina, isso não chega na ponta”, declarou.

Ele atribuiu essa distorção à perda de controle sobre a distribuição de combustíveis. “E não chega na ponta por quê? Porque nós vendemos os nossos postos, assim mesmo são os nossos fertilizantes”, acrescentou.

O parlamentar também destacou a dependência do Brasil em relação à importação de fertilizantes, apontando riscos para a economia nacional. “Hoje o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes”, afirmou.

 

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