Rui Falcão diz que pressão pela alta dos combustíveis é reflexo da guerra iniciada por Trump e entreguismo de Flávio Bolsonaro
Deputado federal também defendeu as ações do governo federal para conter os impactos do cenário nos preços de energia
247 - O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) afirmou que a pressão pela alta dos combustíveis no Brasil está relacionada à guerra no Oriente Médio, iniciada pelas agressões dos EUA e Israel ao Irã, e também ao entreguismo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao governo estadunidense. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (7), o parlamentar também associou as privatizações de refinarias e da BR Distribuidora, executadas durante o governo de Jair Bolsonaro, ao cenário.
"A pressão pelo aumento dos combustíveis é reflexo da guerra provocada por Trump e do entreguismo de Flávio Bolsonaro aos EUA. Eles privatizaram as nossas refinarias e venderam a BR Distribuidora, nos deixando reféns do mercado externo e dessa bagunça internacional", escreveu.
Na mesma mensagem, Falcão também defendeu as ações do governo federal para conter os impactos da alta nos preços da energia. "Enquanto a extrema-direita destrói a nossa soberania, o estadista Lula faz de tudo para que o trabalhador não pague essa conta pesada, garantindo na prática um desconto de R$ 11 no gás de cozinha e de R$ 1,20 no diesel. O Brasil não é moeda de troca!", afirmou.
Medidas do governo
As declarações do parlamentar ocorrem após o anúncio de um pacote de medidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o impacto da alta dos combustíveis. Segundo informações do Brasil 247, as ações foram formalizadas na segunda-feira (6) por meio de Medida Provisória, Projeto de Lei e decretos.
Entre as iniciativas, está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão de custos entre a União, os estados e o Distrito Federal. Também foi instituído um subsídio de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país, com exigência de repasse ao consumidor.
O pacote inclui ainda a isenção de PIS e Cofins sobre o biodiesel, que compõe parte da mistura do diesel, e um subsídio de R$ 850 por tonelada para a importação de gás liquefeito de petróleo, com o objetivo de reduzir o preço do gás de cozinha.
Outras medidas atingem o setor aéreo, com previsão de linhas de crédito de até R$ 9 bilhões, isenção de tributos sobre o querosene de aviação e adiamento de tarifas de navegação aérea. O conjunto de ações também prevê mecanismos para conter oscilações de preços e ampliar a fiscalização contra práticas abusivas no mercado.

