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"Perda irreparável para o Brasil", diz Dilma sobre morte de Renato Rabelo

Ex-presidente destacou o compromisso do dirigente histórico do PCdoB com a soberania nacional e emancipação do povo brasileiro

Dilma Rousseff e Renato Rabelo (Foto: Reprodução / X / Dilma Rousseff)

247 - A ex-presidente do Brasil e atual presidente do Banco dos Brics, Dilma Rousseff, lamentou a morte do dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Renato Rabelo, ocorrida na manhã de domingo (15). Em publicação nas redes sociais, ela afirmou: "O falecimento de Renato Rabelo, histórico dirigente do PC do B, é perda irreparável para o Brasil. Foram 60 anos de militância e liderança nas principais lutas sociais e políticas".

No mesmo texto, Dilma também escreveu que Rabelo "esteve sempre comprometido com o desenvolvimento, a soberania nacional e a emancipação do povo brasileiro e será sempre reconhecido por sua grandeza, honradez e integridade". Em seguida, acrescentou: "Tive a honra de conviver e ter podido contar com seu apoio e amizade".


Trajetória de Renato Rabelo

Segundo a nota divulgada pelo PCdoB, Renato morreu aos 83 anos após enfrentar a evolução de um câncer nos últimos anos. O documento informa que ele presidiu o partido entre 2001 e 2015 e seguiu contribuindo politicamente mesmo durante o período dedicado aos cuidados com a saúde. O partido também expressou condolências à esposa, Conceição Leiro Vilan, aos filhos e demais familiares.

A trajetória política do dirigente reúne mais de seis décadas de militância. Ele foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes nos primeiros anos da ditadura iniciada em 1964 e atuou na Ação Popular, organização que passou a integrar o PCdoB em 1973. Ao longo da atuação política, participou de debates internacionais e manteve relações políticas com organizações de países como China, Vietnã e Cuba.

O partido também registra o papel de Renato na articulação política nacional. Ao lado de João Amazonas, participou da construção da Frente Brasil Popular, que lançou a primeira candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 1989.

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