PF diz que Serra e fundador da Qualicorp estão no "topo de cadeia criminosa"

“No topo da cadeia criminosa tem o acionista controlador [da Qualicorp] e, no topo do político, temos o então candidato [José Serra]", afirmou Milton Fornazari Júnior, responsável pela operação da PF deflagrada nesta terça-feira, em referência ao senador e ao empresário José Seripieri

José Serra e José Seripieri Filho
José Serra e José Seripieri Filho (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado | Julia Moraes/Fiesp)
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247 - Alvos de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (21), o senador José Serra (PSDB) e o empresário José Seripieri, fundador e ex-presidente da Qualicorp, estão no “topo da cadeia criminosa" investigada pelo repasse oculto de R$ 5 milhões que irrigou a campanha do tucano ao Senado em 2014, segundo os investigadores. 

“No topo da cadeia criminosa tem o acionista controlador [da Qualicorp] e, no topo do político, temos o então candidato [José Serra]", disse Milton Fornazari Júnior, responsável pela operação Paralelo 23, durante coletiva de imprensa. 

A ação foi autorizada pela Justiça Eleitoral de São Paulo e acontece no âmbito da terceira fase da Lava Jato com a Justiça Eleitoral em São Paulo. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e outros 15 de busca e apreensão. 

Segundo Fornazari, as investigações apontaram que "o acionista controlador [Seripieri] fornecia os números de contato dos intermediários do candidato, e o grupo encarregado de pagar entrava em contato [com o grupo de José Serra] e fazia reuniões para convergir sobre como os repasses seriam feitos".

O objetivo, segundo o investigador, visava "dissimular a origem ilícita dos valores repassados ao então candidato em 2014" por meio da simulação de prestação de serviços e compra de produtos através de empresas utilizadas por intermediários de José Serra.

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