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PF reforça combate ao crime organizado em territórios indígenas e áreas de fronteira da Amazônia

Operações integradas já causaram prejuízo de R$ 5 bilhões ao crime organizado na região, segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues

Polícia Federal (Foto: Divulgação/Arquivo/PF)
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247 - A Polícia Federal (PF) anunciou nesta segunda-feira (18) o reforço das ações de combate ao crime organizado em territórios indígenas e áreas de fronteira da Amazônia Legal. A medida foi divulgada durante evento realizado em Manaus. As informações são do Metrópoles.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, assinou um instrumento de financiamento da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) para fortalecer as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs).

A iniciativa faz parte do programa "Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira", lançado durante o evento "Brasil contra o Crime Organizado: Amazônia".

Segundo a PF, os recursos serão destinados à ampliação das operações das FICCOs em regiões consideradas vulneráveis da Amazônia, especialmente áreas indígenas e zonas de fronteira afetadas pela atuação de facções criminosas, tráfico de drogas e armas, garimpo ilegal e grilagem de terras.

Prejuízo bilionário ao crime

Durante o encontro, Andrei Rodrigues afirmou que as operações integradas já provocaram perdas bilionárias ao crime organizado na região.

"As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado têm realizado diversas operações contra a grilagem de terra, o garimpo ilegal, a retirada ilegal de madeira de áreas de preservação e de terras indígenas, além do constante enfrentamento ao tráfico de drogas e de armas", declarou.

Segundo ele, as ações já causaram "cerca de cinco bilhões de reais de prejuízo aos criminosos só na Amazônia".

Cooperação internacional

O evento ocorreu no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), estrutura coordenada pela PF voltada à integração entre forças de segurança brasileiras e países da Pan-Amazônia.

De acordo com a corporação, o centro atua no compartilhamento de inteligência e na coordenação de operações internacionais contra organizações criminosas transnacionais e crimes ambientais.

A PF informou ainda que ampliou recentemente a rede de cooperação internacional do CCPI Amazônia com o convite à Espanha, à Itália, aos Países Baixos, à Bélgica e à Alemanha para integrarem a estrutura.

Estratégia nacional

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, também participou do evento. Segundo ele, a estratégia nacional de enfrentamento às facções passa pelo enfraquecimento financeiro das organizações criminosas.

"A estratégia nacional é simples e direta: cortar o oxigênio financeiro do crime, silenciar o comando das facções dentro das prisões e fechar a torneira das armas", afirmou.

Também participaram representantes do Ministério dos Povos Indígenas, da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), da Senad e de governos estaduais da Amazônia Legal.

Segundo a PF, a iniciativa busca ampliar a presença do Estado em áreas consideradas estratégicas para o crime organizado e fortalecer a atuação integrada entre forças nacionais e internacionais de segurança pública.

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