Presidenciável, Eduardo Leite diz que Raquel Lyra não deve apoiar reeleição de Lula
Governador do Rio Grande do Sul afirma que relação institucional com o presidente não se traduz em aliança eleitoral
247 - O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), um dos principais nomes do partido cotados para disputar a Presidência da República, afirmou que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), não deverá apoiar a reeleição de Lula (PT). Segundo ele, a parceria administrativa mantida com o governo federal não representa, necessariamente, um compromisso político-eleitoral.
Leite fez a declaração ao comentar especulações de setores do PT que apontam para uma possível aproximação eleitoral entre Raquel e Lula. Em entrevista a um podcast do jornal Folha de Pernambuco, em parceria com o blog do jornalista Magno Martins, o governador gaúcho destacou que a relação entre estados e União exige diálogo institucional, independentemente de alinhamentos partidários.
“A governadora Raquel tem que trabalhar com o presidente Lula. Nós também buscamos trabalhar com ele no Rio Grande do Sul. Agora, do ponto de vista político-eleitoral, naturalmente ela vai encontrar o melhor caminho”, afirmou Eduardo Leite durante a conversa.
Nos bastidores da política pernambucana, uma ala do PT ligada ao deputado estadual João Paulo defende que Lula poderá contar com dois palanques no estado nas próximas eleições. Um deles seria liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), apontado como pré-candidato natural ao governo estadual. O outro envolveria Raquel Lyra, que buscará a reeleição após sua filiação ao PSD, partido que integra a base do governo federal e ocupa ministérios.
Apesar dessa leitura local, o comando nacional do PSD sinaliza uma estratégia distinta. O presidente da legenda, Gilberto Kassab, é secretário na gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome tratado como sua principal aposta para o cenário presidencial.
Com a perda de espaço de Tarcísio nas articulações nacionais após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL) como herdeiro de seu capital político para a disputa presidencial, Kassab tem reforçado internamente a necessidade de o PSD lançar um candidato próprio que dialogue com o eleitorado de centro e centro-direita. Nesse contexto, além de Eduardo Leite, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), também é citado como possível alternativa dentro da sigla.


