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Randolfe apoia instalação de CPI para investigar fraudes no Banco Master: "tudo deve ser investigado"

Senador diz que todas as frentes de investigação devem ser apoiadas; decisão cabe às presidências da Câmara e do Senado

Randolfe Rodrigues (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

247 - O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta terça-feira (20) que dará apoio a qualquer iniciativa destinada a investigar as fraudes envolvendo o Banco Master, incluindo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Segundo o parlamentar, a gravidade do caso exige o acionamento de todos os instrumentos disponíveis para apuração dos fatos.

Apoio a todas as frentes de investigação

Em publicação feita em suas redes sociais, Randolfe classificou o caso como um dos episódios mais graves da história recente do país no âmbito do sistema financeiro. O senador destacou que as investigações já em andamento e as que ainda podem ser abertas contam com seu respaldo.

“O escândalo envolvendo o Banco Master é um dos maiores crimes contra o sistema financeiro nacional na história de nosso país, envolvendo muita gente poderosa. Todos os meios de investigação serão por mim apoiados: 1. A atuação e fiscalização do Banco Central que merecem a nossa homenagem; 2. As investigação que estão em curso por parte do Ministério Público e Polícia Federal; 3. O Grupo de Trabalho, criado pelo presidente Renan, no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE); 4. ⁠Quaisquer iniciativas de CPI ou CPMI que estejam tramitando no Congresso Nacional”, escreveu.

“Tudo deve ser investigado, não há nada escondido que não possa ser descoberto: de lavagem de dinheiro à contribuições de campanha. Temos o dever de fiscalizar, cobrar explicações e proteger a economia do país. De quem quer seja, estejam onde estiver”, completou..

Articulação avança no Congresso

Embora Randolfe já defendesse publicamente a apuração dos esquemas fraudulentos, a posição formal do governo sobre o apoio à abertura de CPIs ainda dependia de uma reunião entre as lideranças da base aliada. Nos últimos dias, no entanto, parlamentares próximos ao Planalto passaram a manifestar apoio explícito às comissões. Entre eles estão o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), e o líder do PSD na Casa, Omar Aziz (AM), que também defendem o aprofundamento das investigações no âmbito do Legislativo.

Decisão final cabe às presidências das Casas

De acordo com informações divulgadas anteriormente, já foram reunidas assinaturas suficientes para a criação de uma CPI mista, com participação de deputados e senadores, além de uma CPI exclusiva na Câmara dos Deputados. No Senado, segundo o senador Eduardo Girão (Novo-CE), também há número necessário de apoios para a instalação de um colegiado.

Com isso, a abertura das comissões depende agora da decisão dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsáveis pela leitura dos requerimentos em plenário, etapa que formaliza a criação das CPIs e permite o início dos trabalhos de investigação. 

 

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