Fachin antecipa retorno e se reúne com ministros do STF para discutir o caso Master
Ponto central das conversas será a manutenção de Dias Toffoli à frente do inquérito do Banco Master
247 - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu antecipar sua volta a Brasília diante do desgaste institucional provocado pelo chamado Caso Master. A crise envolvendo o banco e as decisões tomadas no inquérito em curso passaram a gerar tensões dentro e fora da Corte, levando o magistrado a retomar as atividades antes do previsto para tentar administrar os impactos sobre a imagem do tribunal. As informações são do G1.
A partir desta terça-feira (20), Fachin iniciará conversas diretas com os demais ministros do STF. O objetivo é discutir os desdobramentos do caso e buscar uma saída institucional para os conflitos que se instalaram nos últimos dias.
Fachin estava em período de férias e havia transferido interinamente a presidência da Corte ao vice-presidente, ministro Alexandre de Moraes. O retorno oficial estava programado apenas para o fim de semana, já que a abertura do ano Judiciário está marcada para 2 de fevereiro. A decisão de antecipar a volta, no entanto, foi tomada após diálogos com colegas do tribunal, diante da avaliação de que a situação exigia uma atuação imediata da presidência.
No centro das discussões está a condução do inquérito do Caso Master pelo ministro Dias Toffoli. Determinações recentes do relator, consideradas atípicas por diferentes atores institucionais, provocaram reações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR). As medidas também causaram desconforto entre advogados de investigados, ampliando o clima de impasse.
Entre as decisões que acirraram o debate está a determinação de que depoimentos relacionados ao caso sejam colhidos diretamente no STF, e não nas dependências da Polícia Federal. A iniciativa foi interpretada por integrantes das instituições envolvidas como uma mudança relevante no rito tradicional de apurações dessa natureza.
A expectativa é de que as conversas conduzidas por Fachin nos próximos dias busquem avaliar a permanência de Toffoli à frente do inquérito e restabelecer um equilíbrio institucional entre o Supremo, a PGR e a Polícia Federal. O movimento do presidente do STF sinaliza uma tentativa de conter a escalada de tensões e preservar a credibilidade da Corte em meio a um caso que ganhou forte repercussão política e jurídica.


