Proposta de CPI do Banco Master avança no Senado e pressiona Alcolumbre
Requerimento liderado por Eduardo Girão supera mínimo necessário de assinaturas e intensifica cobranças sobre o presidente do Senado
247 - O Senado Federal alcançou o número necessário de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a apurar suspeitas de crimes e fraudes envolvendo operadores do Banco Master, instituição que já foi liquidada. A iniciativa, apresentada pelo senador bolsonarista Eduardo Girão (Novo-CE), recebeu apoio acima do mínimo exigido e colocou novamente o tema no centro das disputas políticas no Congresso Nacional.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o requerimento da CPI no Senado conta com 42 assinaturas, número que supera em 25 o patamar de um terço dos senadores, condição necessária para a instalação do colegiado.
Apoio suficiente para abertura da CPI
Com o apoio consolidado, a proposta apresentada por Eduardo Girão passa a depender apenas da leitura formal do requerimento pela presidência do Senado. Esse procedimento pode ocorrer já na primeira sessão deliberativa do ano legislativo, marcada para 1º de fevereiro. Após a leitura, caberá ao presidente da Casa indicar quem comandará os trabalhos da comissão.
Pressão sobre a presidência do Senado
O avanço da CPI amplia a pressão política sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Além desse pedido, Alcolumbre já tem sob sua análise um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que também reúne o número de assinaturas previsto em lei. As denúncias envolvendo o Banco Master e decisões consideradas controversas de ministros do Supremo Tribunal Federal no caso intensificaram as cobranças internas por uma investigação formal.
Durante o período de recesso do Congresso Nacional, Alcolumbre optou por não se manifestar publicamente sobre o tema, postura que tem sido alvo de questionamentos por parte de senadores de diferentes partidos.
Lista de senadores apoiadores
Entre os parlamentares que assinaram o requerimento da CPI do Banco Master estão Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Paulo Paim (PT-RS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Omar Aziz (PSD-AM), entre outros. Parte dos senadores encaminhou pedido de inclusão de assinatura após a apresentação formal da proposta, ampliando ainda mais o apoio ao colegiado.
Outras iniciativas no Congresso
Além da CPI no Senado, há outras iniciativas em curso. Na Câmara dos Deputados, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) já reuniu mais de 197 assinaturas para a criação de uma CPMI sobre o caso. Outras propostas seguem em fase de coleta de apoios, incluindo iniciativas de parlamentares do PSOL e do PSB, além de um pedido para a criação de uma comissão de investigação exclusiva na Câmara.
Diferença entre CPI e CPMI
A principal distinção entre as propostas está no rito de instalação. Enquanto a CPI exclusiva do Senado pode ser instaurada a partir da leitura do requerimento pelo presidente da Casa, a CPMI depende de sessão conjunta do Congresso Nacional, com a presença de deputados e senadores, sob a condução de Alcolumbre.


