Rogério Correia: “filme ‘Dark Horse’ era uma lavanderia para financiar a extrema direita” (vídeo)
Deputado afirma que produção teria servido como “álibi” para movimentações financeiras ligadas ao bolsonarismo e cobra instalação de CPMI no Congresso
247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o filme “Dark Horse” teria sido utilizado como uma “lavanderia” para financiar grupos ligados ao bolsonarismo. As declarações foram feitas em vídeo publicado nas redes sociais, na qual o parlamentar também voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso.
Segundo Rogério Correia, o pedido de CPMI já reúne assinaturas no Congresso Nacional. O deputado classificou a produção como um “filme de araque” e afirmou que ela teria servido de fachada para movimentações financeiras relacionadas à família Bolsonaro e ao Banco Master.
“Esse filme de araque da extrema-direita, ‘Dark Horse’, era apenas um álibi. Mais uma cortina de fumaça”, declarou o parlamentar. “O Banco Master é banco criado à imagem e semelhança da família Bolsonaro e para os interesses do bolsonarismo. Por isso chama-se BolsoMaster”, afirmou.
Rogério Correia também relacionou o crescimento da instituição ao ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.
“Em 2019, Roberto Campos Neto, o homem de Bolsonaro no Banco Central, deu aval para o banco”, lembrou o deputado, que acusou o grupo de utilizar recursos oriundos de fundos e empréstimos consignados para sustentar atividades políticas e campanhas digitais ligadas ao bolsonarismo.
“Inventaram essa história de filme para que a lavanderia fosse para os fundos que sustentam a família Bolsonaro e a política da extrema direita bolsonarista”, afirmou.
O parlamentar também mencionou reportagens do The Intercept Brasil e disse que diálogos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro teriam ampliado as suspeitas em torno do caso.
“O Intercept coloca os diálogos que existiram entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. E o pior, o irmão Eduardo Bolsonaro”, declarou Rogério Correia, enfatizando que Eduardo Bolsonaro faria parte do suposto esquema investigado.
“Ele fazia parte deste fundo e inventaram essa história de filme para que a lavanderia fosse para os fundos que sustentam a família Bolsonaro”, disse.
O deputado também acusou aliados do bolsonarismo de utilizarem recursos para financiar campanhas de desinformação e atuação política nas redes sociais.
“Serve de álibi para receber os recursos roubados no Brasil e sustentar as campanhas difamatórias de fake news”, afirmou.
Na parte final da declaração, Rogério Correia cobrou apoio de parlamentares bolsonaristas à CPMI e citou nominalmente o senador Cleitinho e o deputado Nikolas Ferreira, ambos de Minas Gerais.
“Assina a CPMI para investigar Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e toda essa roubalheira que existiu através do Banco Master para a família Bolsonaro”, disse.
O parlamentar concluiu afirmando que “agora é a hora da verdade” e reiterou que a CPMI do “Dark Horse” seria necessária para aprofundar as investigações sobre o suposto esquema. Até o momento, os citados nas declarações não haviam se pronunciado publicamente sobre as acusações feitas pelo deputado.


