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Rui Costa defende liberdade da PF no caso Master

Ministro afirma que não fará pré-julgamentos e justifica venda da Ebal com inclusão do Credcesta em leilão realizado quando governava a Bahia

Ministro da Casa Civil, Rui Costa (Foto: Agência Brasil )

247 - O ministro da Casa Civil, Rui Costa, defendeu que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) atuem com “liberdade” nas apurações relacionadas ao Banco Master. As declarações foram dadas em Salvador e divulgadas pelo jornal O Globo.

Costa foi questionado por jornalistas sobre o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria dos processos que envolvem o banco. Toffoli deixou o caso a pedido, em meio à revelação de negócios que teria realizado com um fundo ligado ao Master e após a PF encaminhar ao Supremo um relatório apontando a suspeição do magistrado.

Ao comentar o caso, Rui Costa afirmou que não pretende antecipar conclusões. “Não gosto de fazer pré-julgamento de ninguém, acho que é leviano. A Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público tem liberdade, para avaliar e, quando as provas aparecerem, as pessoas vão ter o direito constitucional e legal de se defenderem e vamos saber o que é verdade, o que é falácia, o que é especulação”, declarou.

O ministro também foi questionado sobre a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela rede de supermercados Cesta do Povo. A empresa foi arrematada em 2018 por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, que atualmente está em liquidação. Lima deixou o banco em 2023 e levou consigo um dos ativos incluídos no leilão promovido durante a gestão de Rui Costa como governador da Bahia: o Credcesta, cartão de crédito consignado destinado a servidores e aposentados.

À época, a gestão estadual incluiu o Credcesta no terceiro leilão da Ebal, após duas tentativas frustradas de venda da empresa à iniciativa privada. Segundo Costa, a operação do cartão foi determinante para tornar o negócio viável. “Eu vendi um supermercado falido, vocês acompanharam. Teve (leilão) três vezes, só consegui vender na terceira vez, um supermercado que dava quase R$ 200 milhões de prejuízo todo ano, e o povo das baixadas, da periferia e da favela é que pagava esse prejuízo porque quando o Estado paga, não é o governo, não é do salário do governador, quem paga é o povo. Eu livrei o povo da Bahia de um prejuízo de quase R$ 200 milhões por ano, e vendi o supermercado com tudo o que ele tinha”, afirmou, durante a abertura do Carnaval em Salvador.

Ele reforçou que a inclusão do cartão consignado foi decisiva para o sucesso da venda. “Se não (estivesse inclusa a operação do cartão), nem tinha vendido. Se alguém (Augusto Lima) pagou uma merreca de R$ 15 milhões, é porque tinha o cartão (CredCesta). Se não tivesse o cartão, nem isso tinha pago, porque ninguém queria pagar. Tanto é que só conseguimos vender na terceira licitação”, disse o ministro

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