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Sâmia Bomfim pede afastamento imediato de Toffoli do caso Master após relatório da PF

Deputada do PSOL afirma que novas revelações reforçam pedido já feito à PGR e cobra apuração ampla sobre ligações entre autoridades

Sâmia Bomfim (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

247 - A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) defendeu nesta quinta-feira (12) o afastamento imediato do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli da relatoria do caso Master, após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que detalha ligações entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a parlamentar, as novas informações “só reforçam” o pedido já encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) no mês passado, em conjunto com as deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna.

Em declaração nas redes, Sâmia afirmou que o avanço das investigações torna insustentável a permanência de Toffoli no comando do processo. “As notícias recentes só reforçam o que já vínhamos apontando: Dias Toffoli deve ser imediatamente afastado do caso Master. Junto com Heloísa Helena e Fernanda Melchionna fiz esse pedido à PGR no mês passado”, disse a deputada. Para ela, é necessário que “todas as relações nesse esquema criminoso venham à tona”, incluindo possíveis conexões “com o crime organizado, empresários, governadores e outras autoridades”, além da responsabilização rigorosa dos envolvidos.

A manifestação ocorre após a revelação de um relatório de cerca de 200 páginas da Polícia Federal, entregue ao STF, que descreve contatos frequentes entre Toffoli e Vorcaro, incluindo registros de telefonemas, convites para eventos e conversas sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá, empreendimento da família do ministro. O documento, segundo investigadores, aponta elementos que tornariam inviável a permanência de Toffoli na relatoria do caso, embora não peça formalmente sua suspeição.

O ministro, por sua vez, nega irregularidades e classificou o conteúdo do relatório como “ilações”, além de questionar a legitimidade da PF para sugerir seu afastamento. Toffoli sustenta que os repasses financeiros citados têm origem lícita e foram declarados à Receita Federal.

Nos bastidores de Brasília, a divulgação do relatório aumentou a pressão política sobre o magistrado. Parlamentares discutem a possibilidade de medidas mais duras no Congresso, enquanto o caso amplia a tensão entre o Supremo e a Polícia Federal. Para Sâmia Bomfim, o momento exige uma apuração sem restrições: “Que todas as relações nesse esquema criminoso venham à tona (…) e que os envolvidos sejam responsabilizados com rigor”.

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