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Ministros do governo Lula buscam STF para “medir estrago” contra Toffoli

Auxiliares do Planalto procuram integrantes do Supremo para avaliar impactos de documento que menciona o ministro no caso envolvendo o banco Master

Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

247 - Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificaram, nas últimas horas, contatos com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para avaliar as possíveis repercussões de um relatório da Polícia Federal (PF) que menciona o ministro Dias Toffoli. O documento aponta referências ao magistrado em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master. As informações são do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

O relatório foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin. Caberá a Fachin decidir se Toffoli será afastado da relatoria do caso Master na Corte.

De acordo com relatos obtidos pela coluna, integrantes do governo ouviram de ministros do Supremo que a maioria dos magistrados ainda não teve acesso ao conteúdo do relatório. Até o momento, apenas Fachin e o próprio Toffoli teriam analisado o documento.

Ministros do STF também teriam sinalizado aos interlocutores do Planalto que podem surgir novas informações a partir do material apreendido pela PF no celular de Vorcaro. O aparelho foi recolhido em novembro de 2025, no âmbito das investigações relacionadas ao banco Master.

Em meio à expectativa sobre possíveis desdobramentos, um auxiliar que despacha diariamente com o presidente Lula afirmou, sob reserva: “Ninguém acredita que vai parar por aí. Está todo mundo ligado”.

A posição de Dias Toffoli

Em nota oficial, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal “trata de ilações”. O ministro também questionou a legitimidade da corporação para formular esse tipo de solicitação.

“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, declarou.

Ainda em nota, Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt, responsável pela venda de participações, por meio de fundos, no resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Segundo o gabinete do ministro, “a Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado. Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do ministro”.

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