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Permanência de Toffoli no caso Master é tudo o que a extrema-direita quer, diz Glauber

Deputado afirma que relatoria pode desviar foco de protagonistas e alimentar tentativa de desmoralizar investigação e o STF

O deputado federal Glauber Braga - 10/12/2025 (Foto: Kayo Magalhaes/Ag. Câmara)

247 - O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) afirmou nesta quinta-feira (12) que a permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria do caso envolvendo o banco Master atende aos interesses da extrema-direita e contribui para desviar o foco das investigações. A declaração ocorre em meio ao avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal, que ampliaram a pressão interna no Supremo Tribunal Federal (STF).

“A permanência de Dias Toffoli como relator do caso do Banco Master é tudo o que a extrema-direita quer. Eles tiram o foco dos seus protagonistas, vejam o que fez Cláudio Castro com o RioPrevidência, e, de quebra, ainda buscam desmoralizar a investigação e o STF como um todo no processo de responsabilização dos golpistas”, afirmou o deputado.

A Polícia Federal encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o relatório da perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, investigado por fraudes financeiras bilionárias. O aparelho, apreendido na Operação Compliance Zero, continha menções ao ministro Dias Toffoli.

Ao encaminhar o documento, a Polícia Federal mencionou artigo da Lei Orgânica da Magistratura que trata de hipóteses envolvendo indícios de crimes atribuídos a magistrados. A corporação investiga se houve pagamentos relacionados a Toffoli, a Vorcaro e ao banco Master. Apesar da gravidade das informações, não houve pedido formal para que o ministro se declarasse suspeito.

Nos bastidores do Supremo, cresceu a pressão para que Toffoli deixe a relatoria do caso. Uma ala da Corte já defendia seu afastamento desde o ano passado, diante da avaliação de que o avanço das apurações poderia atingir diretamente a imagem institucional do tribunal e desencadear uma crise de grandes proporções.

O banco Master foi liquidado pelo Banco Central após a deflagração da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras na instituição. O celular de Daniel Vorcaro foi apreendido em novembro, no âmbito da investigação.

Em nota divulgada na noite de quarta-feira, Dias Toffoli afirmou ser alvo de “ilações”. Já a defesa de Vorcaro criticou o que classificou como “vazamento seletivo de informações” com o objetivo de “gerar constrangimentos indevidos, favorecer ilações e a construção de narrativas equivocadas, além de prejudicar o pleno exercício do direito de defesa”.

 

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