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“Sicário" de Vorcaro teve morte encefálica, indica laudo hospitalar

Investigado teria atentado contra a própria vida dentro da Superintendência da Polícia Federal em MG e morreu após ser levado ao Hospital João XXIII

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pela PF como "sicário" de Daniel Vorcaro (Foto: Divulgação)

247 - A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, investigado na Operação Compliance Zero, provocou a abertura de um procedimento para apurar as circunstâncias do caso. Ele morreu na noite de quarta-feira (4) após sofrer morte encefálica, depois de tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Belo Horizonte. As informações são do Metrópoles.

De acordo com fontes da Polícia Federal ouvidas pela reportagem, o investigado atentou contra a própria vida dentro da unidade policial. Policiais federais que estavam no local prestaram os primeiros socorros imediatamente após perceberem a situação.

Após os procedimentos iniciais de reanimação realizados pelos agentes, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Mourão foi encaminhado em estado grave ao Hospital João XXIII, no centro da capital mineira, referência no atendimento de emergências e traumas.

Apesar dos esforços médicos, o quadro evoluiu para morte encefálica, confirmada ainda na noite de quarta-feira.

A Polícia Federal comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do caso. A corporação informou que encaminhará ao Supremo todos os registros em vídeo da unidade policial que possam esclarecer a dinâmica do episódio.

Segundo a instituição, será instaurado um procedimento apuratório para investigar detalhadamente as circunstâncias da tentativa de suicídio e da morte do investigado.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era um dos alvos da Operação Compliance Zero, investigação que apura atividades de espionagem e supostas ações clandestinas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Conhecido pelo apelido de “Sicário”, ele teria atuado como operador de informações sensíveis dentro do esquema investigado pelas autoridades.

A morte do investigado ocorre em meio ao avanço das apurações da operação, que já resultou em mandados de busca, apreensão e prisões de suspeitos ligados à rede investigada pela Polícia Federal. O caso agora passa a ter também uma frente de investigação voltada exclusivamente para esclarecer o que ocorreu dentro das dependências da PF em Belo Horizonte no momento do episódio.

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