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Silveira defende fundo para transição energética e destaca liderança do Brasil na COP30

Ministro diz que o país é exemplo global em políticas públicas sustentáveis e propõe fundo para financiar a transição verde

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (Foto: Divulgação/MME)

247 - Durante o primeiro dia da COP30, nesta segunda-feira (10), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil está preparado para liderar a transição energética mundial. Em declaração à imprensa no evento, realizado em Belém (PA), o ministro destacou que o país tem avançado em políticas públicas que conciliam desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Silveira enfatizou o papel do Brasil como exemplo global de descarbonização, citando avanços em biocombustíveis, energia eólica, hidrogênio verde e no programa “Combustível do Futuro”. “Nós lideramos pela lei do combustível do futuro, que descarboniza o Brasil com etanol, diesel verde e combustível sustentável de aviação. As potencialidades do país têm sido utilizadas a favor da transição energética e da inclusão social”, declarou.

O ministro também anunciou que levará ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a proposta de criação de um fundo nacional para financiar a transição energética. Segundo ele, os recursos poderiam vir da exploração de fontes não renováveis, como petróleo e mineração, e seriam destinados a acelerar a descarbonização e promover a inclusão social.

“O fundo de transição energética pode ser uma possibilidade de o Brasil dar exemplo ao mundo. Ele teria recursos advindos de fontes não renováveis e serviria como modelo de governança para acelerar a transição global”, explicou.

Silveira destacou ainda que a ideia está em fase inicial de debate e será detalhada nas próximas reuniões do CNPE. “Essa é a modelagem que vamos fazer. É um debate profundo sobre o que é possível tirar das explorações de fontes não renováveis para financiar o desenvolvimento sustentável. O bom senso deve prevalecer”, completou.

Ao ser questionado sobre a exploração de petróleo na margem equatorial, o ministro reafirmou que o governo mantém o compromisso ambiental. “O Brasil descarboniza como ninguém. Enquanto o mundo demandar petróleo, não podemos abrir mão de nossas potencialidades, mas devemos transformá-las de forma soberana em resultados sociais para o povo brasileiro”, concluiu.

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