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Traidor da Pátria, Flávio Bolsonaro tenta justificar tarifaço de Trump

Pré-candidato do PL afirma que tarifa de 25% sobre produtos brasileiros ocorre devido a “sentimento anti-americano” de Lula

Donald Trump, Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro (Foto: Donald Trump/Redes sociais)
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247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (2) que a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros recém-anunciada pelos Estados Unidos não teria como alvo as empresas nacionais, mas o presidente Lula. Segundo ele, a medida estaria relacionada à postura do governo brasileiro diante dos EUA. De acordo com a CNN Brasil, Flávio Bolsonaro disse que o tarifaço seria consequência do que classificou como “sentimento anti-americano” de Lula.

O senador afirmou que a política externa do presidente estaria colocando interesses ideológicos acima dos interesses econômicos do país. “Então, não são as empresas brasileiras que estão sendo tarifadas. Quem está sendo tarifado é o presidente Lula: é ele e o seu comportamento, são as suas ameaças aos Estados Unidos e o seu sentimento anti-americano. É a sua ideologia sendo colocada na frente do interesse do povo brasileiro que pode fazer com que as empresas brasileiras sejam mais uma vez tarifadas”, declarou Flávio Bolsonaro.

O senador também afirmou que as novas tarifas seriam resultado de medidas iniciadas em 2025 e negou relação direta com sua reunião com Donald Trump realizada na semana anterior. Segundo Flávio, sua ida aos Estados Unidos teve outro objetivo.

“Não foi na semana passada quando eu estive lá pra defender o Brasil, pra ajudar o Brasil a ter mais segurança pública. Essa tarifa, que pode ser anunciada em breve, é a tarifa do Lula, gente”, disse.

O tarifaço foi medida foi recomendado pelo USTR, o Representante Comercial dos Estados Unidos, que apresentou diferentes justificativas para a ação. Entre os pontos citados pelo órgão estão “ordens judiciais secretas” contra Big Techs, o banimento da plataforma X em 2024 e o papel do BCB (Banco Central do Brasil) como regulador e operador do PIX, situação classificada pelo órgão estadunidense como conflito de interesse.

Nos últimos meses, o Palácio do Planalto tentou barrar a investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre o Brasil. Essa apuração resultou nas tarifas recém-anunciadas, que ampliaram a tensão entre os dois governos.

Nesta terça-feira, Lula afirmou que está “esperando um telefonema de Trump” para tratar do tema. O presidente disse que havia combinado com o presidente dos Estados Unidos um prazo de 30 dias para que ministros dos dois países negociassem uma resposta à proposta brasileira.

O presidente cobrou uma conversa direta com Trump para esclarecer o que ocorreu durante a ausência dos dois nas tratativas.

“Você me deve uma reunião e eu devo uma pra você. Porque demos 30 dias para nossos ministros negociarem. Então, eu to esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência”, afirmou Lula.

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