Comentário: Resultados econômicos reforçam expectativas para o Ano da China na APEC
O mundo atravessa um período de turbulência e instabilidade, marcado pelo avanço do unilateralismo e do protecionismo
CGTN – Com a divulgação da Declaração Conjunta de Suzhou e a aprovação de uma nova versão do roteiro para o setor de serviços, a Reunião de Ministros Responsáveis pelo Comércio da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) foi encerrada no sábado (23), em Suzhou, na província de Jiangsu. As partes alcançaram resultados econômicos e comerciais importantes para a Reunião Informal de Líderes da APEC, que será realizada no fim do ano.
Este ano marca o 35º aniversário da adesão da China à APEC e também a terceira vez que o país assume a presidência rotativa da organização. Diante do cenário internacional atual, torna-se mais compreensível por que as partes depositam grandes expectativas no chamado “Ano da China” da APEC.
O mundo atravessa um período de turbulência e instabilidade, marcado pelo avanço do unilateralismo e do protecionismo, além da desaceleração do crescimento econômico global. Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento da economia mundial para 3,1% em 2026 e indicou que, em cenários extremos, o índice poderá cair para 2%. Nesse contexto, as 21 economias da Ásia-Pacífico reuniram-se para discutir os rumos da cooperação econômica e comercial multilateral e regional. O encontro resultou em avanços concretos, incluindo uma declaração conjunta e uma nova versão do roteiro para o setor de serviços.
Como importante integrante da região Ásia-Pacífico, a China tem participado ativamente da cooperação no âmbito da APEC em diversas áreas. Durante a 32ª Reunião Informal de Líderes da APEC, realizada no ano passado, o presidente chinês, Xi Jinping, salientou a importância de compartilhar oportunidades e alcançar benefícios mútuos por meio da abertura, promovendo uma globalização econômica inclusiva e a construção de uma comunidade Ásia-Pacífico. Neste ano, o “Ano da China” da APEC definiu abertura, inovação e cooperação como suas três principais prioridades.
Atualmente, o setor dos serviços representa cerca de dois terços da economia total da APEC. A nova versão do roteiro estabelece um plano de desenvolvimento para os próximos dez anos e deverá fortalecer ainda mais o papel do setor como motor do crescimento econômico e da geração de empregos na região.
Como uma das principais potências globais no comércio de serviços, a China vem ampliando os esforços para promover o desenvolvimento de qualidade do setor. No mês passado, o governo chinês divulgou as “Diretrizes para a Expansão e Melhoria da Qualidade do Setor de Serviços”, estabelecendo a meta de que o volume total do setor ultrapasse 100 trilhões de yuans até 2030. Com a contínua expansão e modernização dos “serviços chineses”, o espaço para cooperação entre os membros da Ásia-Pacífico deverá se tornar ainda mais amplo.
