Política de tarifa zero acelera cooperação China-África
Em 1º de dezembro de 2024, a China implementou tarifa zero em 100% das linhas tarifárias para produtos de 33 países africanos menos desenvolvidos
CGTN – Cacau da Costa do Marfim e de Gana, café e abacates do Quênia, frutas cítricas e vinho da África do Sul. A partir desta sexta-feira (1º de maio), produtos africanos entram no mercado chinês com tarifa zero. A política também envolve 20 países africanos que não pertencem ao grupo dos menos desenvolvidos, alcançando cobertura total de todos os 53 países do continente com os quais a China mantém relações diplomáticas.
Em 1º de dezembro de 2024, a China implementou tarifa zero em 100% das linhas tarifárias para produtos de 33 países africanos menos desenvolvidos. Desde então, um grande número de produtos africanos especiais, como rosas da Etiópia, café de Angola e abacaxis do Benin, ingressaram nos lares chineses, enriquecendo a vida dos consumidores e aumentando a renda dos agricultores da África.
Em 2025, o volume de comércio entre a China e o continente cresceu 17,7% em relação a 2024. Com isso, o mercado chinês permaneceu pelo 17º ano consecutivo como o maior parceiro comercial africano.
O que mudou com a nova política?
Por um lado, trata-se de um arranjo gradual e primordial no processo de negociação de acordos de parceria econômica entre a China e os países africanos que não são considerados menos desenvolvidos. A medida alcança países que não conseguiram concluir as negociações com a China em um curto período. Isso significa que os países africanos continuarão avançando nas conversações de acordos para garantir um tratamento de tarifa zero estável, institucionalizado e de longo prazo.
Por outro lado, a política de tarifa zero da China para a África distingue precisamente entre os 33 países menos desenvolvidos e os 20 países que não são considerados menos desenvolvidos. O tratamento de tarifa zero já existente permanece inalterado, enquanto os produtos dos 20 países recém-adicionados são oficialmente isentos de tarifa a partir deste 1º de maio. Os produtos que atendem às regras de origem e aos padrões chineses de inspeção e quarentena podem usufruir imediatamente de tarifa zero, o que facilita significativamente o comércio.

A política oferece uma proteção para a África lidar com riscos e desafios. Diante da escalada dos conflitos geopolíticos globais, os países precisam urgentemente superar os gargalos de desenvolvimento, expandindo as exportações e atraindo investimentos estrangeiros. A política de tarifa zero chinesa, sem quaisquer condições políticas atreladas, proporciona, sem dúvida, um mercado maior para os produtos e aumenta a confiança dos países africanos no crescimento econômico.
Além disso, a política atrairá mais investimentos estrangeiros para a África, gerando capital, tecnologia e experiência em gestão e permitindo que produtos africanos sejam processados localmente e, em seguida, exportados para a China, o que ajudará na industrialização e modernização agrícola do continente, proporcionando maior controle sobre seu desenvolvimento. O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a iniciativa chinesa de isenção de tarifas para a África e apelou que todos os países desenvolvidos e com economias fortes adotem medidas semelhantes.
Para a China e o comércio mundial, mais produtos africanos de alta qualidade farão parte do dia a dia dos chineses a preços acessíveis, atendendo à procura por produtos diversificados e saudáveis. As empresas chinesas terão custos mais baixos de matérias-primas, investimentos e cooperação mais fluidos e mais oportunidades de colaboração na cadeia de abastecimento.
Sem a modernização da China e da África, não há modernização do mundo. Este passaporte de isenção de tarifa não só abre um novo capítulo na cooperação China-África, como também injeta confiança e dinamismo na economia global.