Anvisa libera Butantan a importar 6 milhões de doses da vacina chinesa

Após Butantan denunciar que a agência estava atrasando a autorização de importação da matéria-prima que possibilita a fabricação da vacina, a Anvisa autorizou a importação de 6 milhões de doses do CoronaVac

Anvisa e CoronaVac
Anvisa e CoronaVac (Foto: Divulgação)
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247 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o Instituto Butantan a importar 6 milhões de doses do CoronaVac, vacina chinesa contra a Covid-19, nesta sexta-feira, 23, segundo a CNN. A decisão foi tomada um dia depois de o Butantan questionar o prazo para a liberação de importação de insumos.

"Na importação em caráter excepcional de produto sem registro, é de responsabilidade do importador garantir a eficácia, segurança e qualidade do produto, inclusive o monitoramento do seu uso e o exercício da farmacovigilância. Adicionalmente, a utilização do produto ficará condicionada à obtenção de seu registro sanitário junto à Anvisa", esclareceu o comunicado.

Na quinta-feira, 22, o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, denunciou que a agência estava atrasando a autorização de importação da matéria-prima que possibilita a fabricação da vacina.

Dimas Covas afirmou que enviou um pedido formal de liberação excepcional da importação do produto no dia 23 de setembro. A Anvisa, porém, havia informado que o assunto só seria tratado em uma reunião marcada para o dia 11 de novembro. A agência alegou que houve “discrepâncias” em pedido de importação de insumo da CoronaVac pelo Butantan.

Jair Bolsonaro trava uma guerra contra a vacina chinesa, a mais avançada para a imunização da população contra o coronavírus. 

Na quarta-feira, 21, Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que havia anunciado a compra de 46 milhões de doses da vacina e sua incorporação no calendário nacional de vacinação já a partir de janeiro de 2021. 

Bolsonaro afirmou que o Brasil não comprará a vacina CoronaVac, da empresa chinesa Sinovac e que está sendo testada no Brasil pelo Instituto Butantan, porque o medicamento não transmite segurança “pela sua origem” e não tem credibilidade.

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