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Aziz diz que crime de responsabilidade de Bolsonaro está "cada vez mais claro"

"Um deputado leva a ele uma denúncia falando de irregularidade na compra de vacina (e ele ignora). Se isso não é grave, se isso não for prevaricar, temos que mudar a Constituição, as leis", disse o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz

Omar Aziz e Bolsonaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado | Reuters)

247 - O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que o silêncio de Jair Bolsonaro em torno da acusação de que não teria tomado providências acerca das denúncias de corrupção  envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin deixa “cada vez mais claro" que ele incorreu no crime de responsabilidade. 

"Um deputado leva a ele uma denúncia falando de irregularidade na compra de vacina (e ele ignora). Se isso não é grave, se isso não for prevaricar, temos que mudar a Constituição, as leis", afirmou Aziz em entrevista à Rádio Eldorado, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo

Aziz também cobrou explicações sobre o suposto envolvimento do deputado e líder do governo na Câmara,  Ricardo Barros (PP-PR), no caso das negociações para a compra da vacina indiana. De acordo com o deputado Luis Miranda (DEM-DF), Bolsonaro teria citado o nome de Barros ao tomar conhecimento das suspeitas.

"Ricardo Barros tem que pedir ao presidente para desmentir o Luis Miranda, não é para a CPI que ele tem que desmentir. Não acusamos Ricardo Barros de nada. Quem o acusou foi o presidente, segundo o Luis Miranda", disse Aziz. "O que ele falar para a gente tem pouco ou quase nada de valor. Deputado, peça ao presidente uma nota de desagravo dizendo que o deputado Luis Miranda é um mentiroso", completou.

Ainda de acordo com o senador, o relatório da CPI também deverá citar"crimes contra a vida e crime sanitário". "Temos questões muito sérias já. Tratamento precoce, imunização de rebanho, propagação de remédios que não tinham efeito nenhum, determinação para que ministro da Saúde estude tirar a obrigatoriedade de máscaras... São coisas que estão claras para a gente. A tipificação do crime será feita no relatório. Tem muita coisa aí que não ficará sem resposta à sociedade”, assegurou. 

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