Loja da Magalu em São Paulo alega polarização e resolve censurar livro sobre Lula
Segundo a empresa, a censura se aplica a qualquer conteúdo considerado político
247 - O editor Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, ficou perplexo com o cancelamento, pela empresa Magalu, do evento que lançaria o livro "Lula Lá e Outras Histórias", do publicitário Paulo de Tarso. O autor rejeitou fortemente a decisão.
A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, relatou nesta terça-feira (3) que o evento, marcado para o dia 11 na livraria dentro da Magalu no Conjunto Nacional, em São Paulo-SP, foi proibido. A empresa alega motivos políticos diante de um ambiente político de 'polarização', de acordo com a jornalista.
Segundo Paulo de Tarso, o livro sobre o presidente Lula (PT) não é partidário, mas um relato de suas memórias.
O Magalu explicou a decisão em nota: "Em função do ano eleitoral, o Magalu instituiu uma nova diretriz para todas as suas marcas: não promover quaisquer ações ou eventos que possam ser –ainda que erroneamente– interpretados como partidários ou de apoio a personalidades políticas".
A empresa também disse na nota que é "apartidária" e que "dialoga com todas as vertentes democráticas e que respeita a diversidade de opinião".
A Magalu pediu desculpas a Paulo de Tarso e à Geração Editorial. A empresa também disse que a nova a diretriz foi estabelecida após o agendamento do evento.


