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Roger Waters teme ser morto por críticas a Donald Trump

Fundador do Pink Floyd diz que clima político nos EUA é perigoso e faz duras críticas ao presidente Donald Trump

Piers Morgan e Roger Waters (Foto: Reprodução/YouTube/Piers Morgan Uncensored)

247 - O músico britânico Roger Waters, fundador da banda Pink Floyd, declarou temer por sua própria vida em razão das posições políticas que tem assumido contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Conhecido por seu ativismo e por críticas contundentes a governos e conflitos internacionais, o artista afirmou que o atual ambiente político norte-americano se tornou extremamente perigoso para quem se opõe publicamente ao presidente. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida ao jornalista Piers Morgan.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de deixar os Estados Unidos, Waters respondeu de forma direta e alarmante. “Ele poderia mandar homens mascarados atirarem na minha cabeça através da janela do meu carro, como faz com quem discorda dele”, afirmou o músico, referindo-se a Trump. Na sequência, reforçou o tom crítico ao avaliar a personalidade do líder norte-americano: “Ele é demente. Ele é obviamente muito mau, mas agora além de ser muito mau, ele também é demente. Ele sempre foi um verdadeiro canalha. Tudo o que ele já fez é horrível em todos os sentidos".

Na mesma entrevista, Waters também ironizou apoiadores do presidente dos Estados Unidos e o discurso do movimento Make America Great Again. “Você pode pensar que Donald Trump é um cara legal, Maga [movimento Make America Great Again], toda essa baboseira, mas ele não acredita em nada disso”, disse. Para o artista, o cenário global atual inspira preocupação: “Vivemos num mundo realmente perigoso”, concluiu.

Nos últimos anos, Roger Waters tem se posicionado de forma recorrente em defesa da população palestina, condenando as ações genocidas de Israel na Faixa de Gaza. Essas manifestações renderam ao músico acusações de antissemitismo, que passaram a acompanhá-lo em parte de sua trajetória recente. Apesar das controvérsias, Waters segue ativo artisticamente e politicamente.

Em sua passagem mais recente pelo Brasil, no fim de 2023, o artista se apresentou no Allianz Parque, em São Paulo, com a turnê This Is Not a Drill, definida por ele como uma despedida dos grandes palcos. Mesmo assim, continuou lançando novas músicas. No ano passado, apresentou a canção “Sumud”, dedicada à vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. Waters já havia prestado outras homenagens à parlamentar brasileira, inclusive durante um show realizado no Rio de Janeiro no mesmo ano de sua morte.

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