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Alckmin apoia “taxa das blusinhas” em meio a divergências no governo

Presidente em exercício sustenta imposto sobre compras internacionais enquanto aliados defendem revogação por impacto político

Geraldo Alckmin (Foto: Júlio César Silva/MDIC)

247 - O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, reforçou a defesa da chamada taxa das blusinhas em meio a divergências dentro do governo federal. A medida, que incide sobre compras internacionais de até US$ 50, gera debate interno diante da avaliação de parte da base de que o tributo provoca desgaste político. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (16), Alckmin afirmou no Palácio do Planalto, em Brasília, que considera a cobrança necessária para equilibrar a concorrência entre produtos importados e a indústria nacional. 

A posição contrasta com a de integrantes do próprio governo que defendem a revogação da medida. Ao justificar o apoio à taxa, Alckmin argumentou que o modelo atual ainda favorece o produto estrangeiro em relação ao nacional. “Eu continuo entendendo que ela é necessária, porque, mesmo com a taxa, a tarifa é menor do que a produção nacional. Se você somar os 20% do imposto de importação e o ICMS dos estados, vai dar menos de 40%. O produtor nacional paga quase 50%”, declarou.

Defensores da medida sustentam que o imposto corrige distorções no mercado e fortalece a indústria brasileira. A avaliação é de que a cobrança amplia a competitividade das empresas nacionais, o que pode estimular produção e geração de empregos.

Dentro do governo, o tema provoca divergências. Uma ala avalia que a taxa tem baixa aceitação popular e defende sua revogação. Esse posicionamento ganhou força com a manifestação do ministro de Relações Institucionais, José Guimarães.

Guimarães afirmou que já se posicionava contra a proposta quando ela foi discutida no Congresso. “Quando essa matéria foi votada eu achava que ela não deveria ser aprovada. Foi um dos elementos mais fortes de desgaste do governo. Se o governo decidir revogar, eu acho uma boa. Essa é minha opinião quando eu for consultado”, disse.

O debate sobre a taxa das blusinhas segue aberto dentro do governo, com diferentes áreas avaliando impactos econômicos e políticos da manutenção ou eventual retirada do tributo.

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