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Fazenda descarta rever taxa das blusinhas

Técnicos dizem que imposto protege indústria e empregos no país

Prédio do Ministério da Fazenda em Brasília 14/02/2023 REUTERS/Adriano Machado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O Ministério da Fazenda descarta a possibilidade de rever a chamada “taxa das blusinhas”, aplicada sobre compras internacionais, e mantém o entendimento de que o imposto é necessário para proteger a indústria nacional e preservar empregos. Nos bastidores, técnicos da pasta afirmam que não há discussão em andamento sobre mudanças na medida.

Integrantes da equipe econômica ouvidos pelo SBT News afirmam que não houve qualquer solicitação do Palácio do Planalto para reavaliar a cobrança. Segundo esses técnicos, a tributação é considerada estratégica para garantir competitividade ao setor produtivo brasileiro.

Pressões políticas não alteram posição

Nos últimos dias, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma possível revisão da taxa, com o objetivo de recuperar parte da popularidade do governo em ano eleitoral. Apesar disso, a equipe econômica mantém a posição de que não há espaço para mudanças no curto prazo.

A defesa da medida também foi feita pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que destacou o impacto positivo da tributação no setor têxtil, especialmente na geração de empregos.

“Em 2024, a indústria têxtil contratou 6 mil colaboradores. No ano passado, 30 mil. Multiplicou por cinco. Então, mesmo com a tributação, ainda é a carga tributária bem menor do que o item produzido no Brasil. Eu não tenho participado desse debate, mas lá atrás, quando houve a discussão, nós defendemos porque entendemos que precisamos garantir lealdade concorrencial”, afirmou Alckmin a jornalistas.

Entenda a taxa das blusinhas

A chamada “taxa das blusinhas” estabelece uma alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por pessoas físicas em sites estrangeiros. Para valores superiores, a tributação pode chegar a 60%.

A medida também foi mencionada em relatório do governo dos Estados Unidos, divulgado na quarta-feira (1), que critica políticas consideradas protecionistas adotadas pelo Brasil no comércio internacional.

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