Aumento de imposto sobre mais de mil importações busca "proteger a produção nacional", diz Haddad ao defender a medida
Ministro afirma que ação é regulatória e diz que alta pode chegar a 7,2 pontos percentuais
247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu nesta quarta-feira (25) o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos, entre eles smartphones, máquinas e equipamentos industriais. Segundo o ministro, a medida tem caráter regulatório e busca fortalecer a indústria instalada no país. "Mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil, ou seja, seguem a lei brasileira, não tem nada a ver com essa medida (...) para proteger a produção nacional que essa medida está sendo tomada", afirmou. As informações são do G1.
A elevação das tarifas foi decidida no início do mês e pode alcançar até 7,2 pontos percentuais, atingindo setores que recorrem a compras internacionais. Parte dos novos percentuais já entrou em vigor, enquanto o restante passa a valer a partir de março. No caso dos celulares, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a medida não alcança aparelhos fabricados no Brasil, que representam 95% do mercado nacional em 2025. Apenas 5% dos dispositivos são importados.
Entre as marcas, Apple, Samsung, Motorola, Jovi, Realme e Oppo não devem ser afetadas, enquanto a Xiaomi pode sofrer impacto por não fabricar no país. Haddad também afirmou que a medida não deve pressionar os preços ao consumidor. "Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço", declarou.
Questionado sobre críticas da oposição e a possibilidade de revogação da medida, o ministro disse que o aumento protege o país contra o "comércio internacional desleal" e permite ajustes pelo governo. Segundo ele, o Ministério do Desenvolvimento poderá inclusive zerar a tarifa, se necessário. A decisão mantém tarifa zero para componentes utilizados pela indústria que não tenham produção nacional equivalente.
Veja abaixo os produtos que passaram a ter aumento nas tarifas:
Torres e pórticos
Reatores nucleares
Caldeiras Geradores de gás de ar
Turbinas para embarcações
Motores para aviação
Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes
Fornos industriais
Congeladores (freezers)
Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas
Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas
Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar
Distribuidores de adubos (fertilizantes)
Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira
Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes
Máquinas e aparelhos de impressão
Cartuchos de tinta
Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão
Máquinas para fiação de matérias têxteis
Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado
Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados
Máquinas de cortar o cabelo
Painéis indicadores com LCD ou LED
Controladores de edição
Tratores
Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes
Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis
Navios de guerra
Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial
Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética
Aparelhos dentários
Aparelhos de tomografia computadorizada


