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Suspensão de tarifas dos EUA favorece o Brasil, diz Haddad

Decisão da Suprema Corte que derrubou o tarifaço do presidente Donald Trump reduz tensões comerciais globais e pode abrir espaço para negociações

Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)

247 - A suspensão das amplas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao comércio global deve gerar um impacto imediato positivo para os países que haviam sido atingidos pelas sanções, incluindo o Brasil. A avaliação é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou que a decisão da Justiça americana tende a aliviar pressões sobre economias que sofreram restrições comerciais.

“O efeito imediato, evidentemente, é favorável aos países que foram sancionados”, afirmou Haddad, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem à Índia.

O ministro também avaliou que o Brasil adotou a postura correta desde o início do tarifaço, destacando que o país buscou caminhos institucionais para contestar as medidas impostas por Washington. Segundo Haddad, o governo brasileiro priorizou o diálogo e acionou mecanismos formais de disputa internacional.

“Acreditou no diálogo, acreditou na disputa pelos canais competentes. Na contestação pelos canais competentes. Tanto na OMC quanto no judiciário americano. Estabeleceu uma relação diplomática, uma conversa direta para falar de temas relevantes”, explicou.

Haddad ainda afirmou que, no âmbito da relação bilateral, a atuação brasileira foi conduzida de maneira exemplar, ressaltando que o país manteve firmeza sem romper os canais diplomáticos com os Estados Unidos.

“Então, o Brasil, do ponto de vista da sua relação bilateral, ele agiu de uma forma impecável. Essa é a verdade”, declarou.

A decisão da Suprema Corte representa um revés significativo para a política econômica de Trump, já que o tarifaço era um dos principais pilares de sua estratégia comercial desde o retorno à Casa Branca. Por seis votos a três, os ministros entenderam que o presidente extrapolou sua autoridade ao recorrer a uma lei federal de poderes emergenciais, a IEEPA, para justificar a imposição de tarifas “recíprocas” em escala mundial.

Além das tarifas globais, também foram derrubadas taxas de importação direcionadas que, segundo o governo americano, tinham como objetivo combater o tráfico de fentanil.

O entendimento do tribunal enfraquece a justificativa jurídica utilizada pela Casa Branca e pode reabrir o debate sobre os limites do Executivo na adoção de sanções comerciais, além de gerar repercussões diretas sobre cadeias de exportação e importação em diversos continentes. 

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