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Lula defende “restabelecer a democracia na Venezuela” e anuncia negociação com Trump sobre minerais críticos

Presidente diz que Brasil quer foco em democracia na Venezuela e elenca temas para encontro Donald Trump nos Estados Unidos

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: REUTERS/Aris Martinez)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o principal objetivo do Brasil é restabelecer a democracia na Venezuela, em declaração à India Today nesta sexta-feira (20). Afirmou também que prepara um encontro pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar de prioridades bilaterais, incluindo a negociação sobre minerais críticos e terras raras para o Brasil.

Segundo Lula, o país precisa apoiar a restauração democrática em Caracas, depois de crises e tensões que envolvem a região e seus parceiros internacionais, e disse que “não podemos aceitar que um país invada outro e capture o presidente”, em referência a eventos recentes que ele qualificou como inaceitáveis.

O presidente brasileiro destacou que “o que importa agora é restabelecer a democracia na Venezuela” e que esse foco deve guiar a resposta internacional ao impasse político no país vizinho. Lula sublinhou que o Brasil mantém uma posição clara em conflitos internacionais, citando também a Ucrânia e a Faixa de Gaza como exemplos em que o país tem defendido princípios semelhantes.

Lula afirmou que o encontro com Trump tem a intenção de debater temas que importam ao Brasil, “olho no olho”, incluindo a cooperação no combate ao tráfico internacional e questões ligadas aos minerais críticos e terras raras presentes no território brasileiro. Ele enfatizou que o Brasil possui reservas importantes desses recursos e quer negociar “de maneira soberana” a exploração e o processamento desses minerais, de modo que beneficiem diretamente a economia nacional, sem dependência exclusiva de mercados externos.

A negociação de minerais críticos e terras raras ganhou relevância geopolítica global, com países buscando diversificar cadeias de suprimento estratégicas, e o Brasil tem avançado em acordos bilaterais e tratados de cooperação sobre esses temas, além de discussões para fortalecer parcerias comerciais e industriais.

Lula também reafirmou que sua abordagem diplomática com os Estados Unidos não se baseia em preferências por nenhum país, mas sim na defesa dos interesses brasileiros. Ele disse que quer tratar Washington “como eu trato a Índia, a China, qualquer país do mundo”, com base em negociação franca e foco na busca de resultados concretos para o Brasil.

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