Banco Central pode ter errado ao ‘explicar demais’ corte na Selic, diz Galípolo
Presidente do BC diz que transparência será mantida, mas admite que comunicações mais técnicas podem ficar restritas à ata
247 – A comunicação do Banco Central (BC) sobre as decisões de política monetária pode passar por ajustes nos próximos encontros do Comitê de Política Monetária (Copom). O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, admitiu nesta quinta-feira (25) que o BC pode ter "explicado demais" ao mercado e à sociedade os motivos do último corte da taxa básica de juros, a Selic.
Apesar da avaliação, Galípolo negou que tenha havido falta de transparência e reforçou que o compromisso da autoridade monetária com a divulgação de informações permanece inalterado.
Segundo o presidente do BC, algumas explicações de caráter mais técnico podem ser concentradas na ata do Copom, documento tradicionalmente divulgado após a decisão sobre a taxa de juros. A avaliação é de que esse formato pode tornar a comunicação mais eficiente, sem comprometer a clareza das informações prestadas ao mercado.
Durante sua manifestação, Galípolo afirmou que o Banco Central pode ter errado ao tentar "explicar demais" o último corte da Selic. Ao mesmo tempo, ressaltou que isso não representa uma mudança no compromisso da instituição com a transparência.
A discussão sobre a estratégia de comunicação do BC ganhou relevância nos últimos anos, especialmente diante da expectativa de investidores, analistas e agentes econômicos sobre os rumos da política monetária. Além do comunicado oficial divulgado após cada reunião do Copom, a autoridade monetária também publica uma ata detalhando os fundamentos que embasaram a decisão.



